30/04/2008

...Males de Amor...


Não há nenhum livro que nos ensine a lidar com os males de amor,
ou se há, não li, ou já me esqueci, ou não aprendi
Não sendo uma doença o amor deixa-nos sempre doentes…


O amor não correspondido destrói-nos a auto estima, já que nunca iremos aceitar, o porquê do outro não nos amar, por igual, o desamor.
O amor ausente, testa todos os limites da nossa resistência, da nossa dor, dói em crescente, saber que o outro nos ama por igual, e que não podemos estar juntos no instante, no presente, no futuro, que nos parece sempre longínquo por menos que seja, até não suportarmos mais essa distância temporal ou geofísica.
O amor louco, possessivo, apaixonado, leva-nos à destruição do amor do outro por nós, quando passa a obsessivo.
O amor ainda não encontrado, desconhecido, é aquela eterna incógnita, tanto de esperança como de desconsolo.
O amor encontrado e perdido, é o pior, o vivido e enterrado, que não encontrou mais substituto que fosse fiel ao original.

Estes e outros, são os males de amor, que não são inferiores aos grandes males do universo. Não os menosprezem, não os minimizem, não os enfeitem de curas que não existem. Sendo nós partículas do todo, só geramos bem, amor, se estivermos bem de amor...

Mas isso não se aprende nos livros;
É preciso cada um de nós sentir o amor, e deixar-se sentir por ele, seja ele de qualquer tipo for, de amor.

Não escolhemos o amor
Mas temos a obrigação, para nosso bem físico, emocional e mental, de saber ou aprender às nossas custas, a lidar com o amor que está ou não presente na nossa vida, em cada fase da nossa existência.
Senão, caímos numa espiral maléfica, apanhados nesses males de amor, e nunca mais, vamos crescer com ele, aprender com ele, viver bem com ele, criar amor com ele... E, à nossa volta, o que temos, é o que somos.

Muito já eu li, já vivi, já senti, já esqueci...e entre tudo o que me falta ainda aprender e o pouco que já aprendi sobre a matéria, não sei como é, como escolher, ou como fugir, mas sei como deveria ser o amor:

Apenas é válido, digno de se manter vivo, um relacionamento de amor seja ele presente ou ausente, se esse amor é capaz de nos transformar num ser melhor, se esse amor nos iluminar e nos levar àquele estado que se chama de felicidade, não plena mas acumulativa de fragmentos plenos da mesma, um amor que seja capaz de nos fazer amar o outro a nós mesmos e ao universo... resumindo, um amor positivo, saudável.
Um amor, ou um relacionamento que nos fecha em nós mesmos, que nos isola do mundo, que só existe para nós, e que nos transforma num ser menos tolerante, menos capaz de partilhar, ou até mesmo de apreciar todo o resto, nos leva a ser menos parte de tudo o que nos rodeia, menos bem, será não saudável...

É isso o que acho, o que partilho e mesmo assim, não cumpro à risca;
Só não sendo o amor uma praga, é que nos podemos deixar contagiar por ele!

PS: estou muito doente amor...vem me salvar!

6 comentários:

'Lauana Pantoja ¹ disse...

Amei teu blog :)

virei seguidora!

beiijos

Malu disse...

brigada lauana...volte sim...bj

João Paulo disse...

Muito bem Malu, blog muito bom.

Malu disse...

obrigada JP :)

Edson Simonelli disse...

Adorei a mensagem. Para escrever assim deve amar muito e ter sofrido muito também, pois só um amor sofrido nos faz virar verdadeiros poetas.
Lindo, adorei.
Parabéns

Malu disse...

Obrigado Edson... sim ... há muito amor em mim (*.*)