27/11/2009

...that never ends...



Depois de ver e ouvir isto... descoberto no blog do "PIRATA" ainda estou sem conseguir respirar... e logo o Márcio, que já toquei com as minhas mãos, que já fotografei, que já aplaudi, que já chamei de caladinho, que já dei beijinho de felicidades, que já presenciei em ensaio e em palco, (a brincar) aparece-me aqui, que nem um mestre...

Estou pasma...por isso mesmo espero que todos os visitantes deste meu reticências, pasmem também, com o talento deste menino...

Lindo Márcio... muita força e que o teu talento e esforço sejam recompensados num futuro que me parece que te será promissor (mas quem sou eu)

Fechei o olhos e parecia-me que estava a 20 de Abril de há dez anos atrás na Aula Magna, a ouvir Dream Theater... inda estou pasmaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa UAUUUUUUUUUUUUUUUU

Só espero viver, pra ver o teu sucesso de perto

PS: só mais uma coisinha
Não é que não goste de cabelos compridos, pois quem me conhece e ao pai do meu filho, sabe que o não posso negar.. adoro... mas sinceramente, acho que ficavas mais janota com o cabelito preso num elásticozinho, ou então um cadito mais curtito, como nos vídeos de 2007 com os NIP e AMA... e etc...
(mas quem sou eu) metidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa sempre onde não deve ... bj

26/11/2009

...nada...



"nada te tenho a explicar!"

...por que te amo demais?!...


está algures na net, e achei a mensagem interessante mesmo... de grande abertura e frontalidade -
se tivese feito o mesmo antes de te receber em mim, tinha feito uma pré selecção e hoje não estava aqui, aos caídos... (tem que ser livre... coisa que o teu coração não é... para mim)

22/11/2009

19/11/2009

...esconderijo translúcido...




Agora sou um salpico de orvalho, uma gota distraída num raio de sol
E numa brisa, deslizo da folha onde descanso
Bato no chão empedrado, no meu rosto...

Lavo os meus olhos cansados
Sento-me atrás da chuva, onde todos me podem ver a minha cortina de lágrimas,
O meu esconderijo translúcido, onde represento o papel principal

Caio ao rio num presente de luar
Mergulho na parte má da minha mente
Rio-me do demónio que conservo arrolhado

Escorro pelas paredes de vidro
Resvalo no abismo
e desaguo em ti…

.:silent scorn - megadeth
publicado por paulo in

...triste...





"Triste é o homem que só ama as coisas quando as perde"

Stefano Benni

16/11/2009

...nada mais...



Nada mais,
Tem tanta cor,
Nada mais
Tem tanto amor,

Nada mais
tem tanta graça,
Nada mais,
disfarça...

A vida tá dura
Difícil de engolir
Sem porres de álcool
Nada mais
Parece ter sentido,
Nada mais
Parece ser tão bonito
Nada mais...

Tente continuar,
Vivendo,
Fingindo que o que você tem
É mais do que suficiente...


Nada mais,
Parece satisfazer,
Nada mais,
Parece preencher
O vazio que me tomou

De repente
Todo o mais
Desabou
E nada mais,
E o que era tudo
Hoje é nada mais....

Você finge que sorri
Nada demais
Só pra fora...
E você finge ser feliz,
Nada mais

Você é que diz
Estar tão satisfeito
Ser tão feliz
Tão completo e pleno como antes
Mas nada mais vai trazer isso de volta
Nada mais será parecido
E nada mais completará todo o mais
Viverei como iludido
E nada mais como aquelas noites
Nada mais

E nada mais
Como a lindeza de você me dizendo:
Vamos ser felizes

E nada mais...

...longe...



Sentimentos… o que são afinal? Algo tão forte que nos controla ou, pelo contrário, algo tão simples e frágil ao ponto de os podermos controlar? Há quem diga que são para toda a vida; que, quando realmente profundos e sinceros, não há nada nem ninguém que os trave. Outros há, porém, que afirmam que a distância os destrói. É o caso das paixões e dos amores. Quantas vezes, depois de uma desilusão, já não ouvimos dizer, em tom de conselho: “Não te preocupes que isso passa, o tempo cura tudo! Longe da vista, longe do coração!” Mas até que ponto este provérbio da sabedoria popular fará sentido?

Quantas vezes já não julgámos ter esquecido alguém e quando ao fim de algum tempo a reencontramos, é como se o sentimento nunca tivesse desaparecido?

Existem hoje muitas frases feitas, algumas até quase filosóficas, que vêm contrariar este provérbio, como por exemplo: “a distância separa dois olhares, mas nunca dois corações” ou até mesmo algumas que comparam o sentimento ao fogo e a uma chama: “a distância apaga as pequenas paixões e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas e dá largas aos incêndios”.

Mas analisemos o provérbio de outra maneira: “longe da vista, longe do coração”… o que significa que, tecnicamente, a distância encarrega-se de destruir e apagar os sentimentos. Se isto for mesmo verdade (que todos nós sabemos que não é, mas supondo que sim…) qual seria, então, o significado da palavra saudade?!... Sim, porque saudade é o sentimento que fica na ausência, o sentimento de falta, a prova de que o sentimento não acabou apenas porque o seu objecto está ausente. E as memórias? As recordações? Não são elas guardadas no coração? Não são elas uma maneira de nos sentirmos perto do que está longe?

Tantas palavras ficariam sem sentido se este provérbio reflectisse a realidade… Por outro lado, tanta coisa seria mais fácil…

Imaginemos, então, que na realidade “longe da vista, longe do coração”, ou seja, basta estarmos longe de alguém para deixarmos de sentir o que sentimos quando estamos com ela… (bem sei que parece confuso, mas é apenas a realidade!) Não seria tudo demasiado simples? Onde estaria a beleza da vida? Sim porque é na dificuldade em alcançar e superar metas que está o verdadeiro encanto da vida! Nunca poderíamos “matar saudades” de alguém, pois a verdade é que nem as iríamos sentir; não sentiríamos falta de nada nem de ninguém… Seríamos felizes assim? Talvez… mas também nunca teremos resposta a esta pergunta, porque a verdade é que, mesmo longe da vista, certas pessoas vão sempre continuar bem perto do nosso coração, quer queiramos quer não; e ele faz questão de nos recordar disso todos os dias!
 
c.cavalcanti a fada na lua

13/11/2009

...mutismo...




Foi um comentário pequenino
como a imagem flash de um poema

Mas eu pensava nele
e aquelas poucas palavras certeiras
davam-me uma alegria estranha
de poço fundo
e sem limites

Dizia-lhe sempre palavras nuas
com a minha voz
pois ele não queria ser uma imagem muda
Perdi-o num dia em que emudeci
no meio de muita gente.

Incapaz de tocar nas coisas
ou comunicar
queria saborear tanta doçura
andava solitária
noutro mundo

Calei algumas horas as palavras nuas
e sem a minha voz
ele tornou-se num mutismo sem imagem


passado simples de

12/11/2009

...cansada...

cansada de ser boazinha



hoje discuti com o meu chefe

fui mal tratada, brutalmente julgada, estupidamente ferida
sai porta fora quando esbracejou e subiu o tom comigo
conduzi sem ver nada à frente dos meus olhos vazados
solucei até doer de tanto amargar
fiz o que tinha a fazer, e voltei, e passei-me completamente
desabei quando me perguntou "como estás?"
como estou ?! pensei e não conseguia mais nada se não chorar - estou tudo menos em condições de responder a uma pergunta dessas - mas respondi como sempre já que pra meu mal ou pra meu bem, nunca deixo uma pergunta que me seja dirigida sem resposta

ainda tenho os olhos inchados e tortos de cansaço
em mais uma dúzia de anos sempre com o mesmo chefe, nunca antes tinham ido tão longe, o seu machismo e o meu "temperamento"

depois de hoje nada será igual
oxalá, ambos e mutuamente se respeitemos (mais)... oxalá continue a ser, ou deixará de ser o "meu" chefe
o que sempre defendi, mesmo quando todos o atacam e incompreendem pelas costas
a quem sempre dei um desconto, mesmo quando foi injusto nos tratamentos desiguais que aplica a iguais, e nunca me deu um desconto a mim, em relação aos iguais
a quem sempre atendi, mesmo quando sem condições ou habilitações, e nem sempre me atendeu
a quem nunca nada neguei, mesmo quando muito me nega

não é só no amor, na família, na amizade que pode e deve haver aquele entendimento ou aquela sintonia
no trabalho, e com as pessoas com quem trabalhamos, passamos a maior parte do tempo, dos melhores anos da nossa vida - e chefe é chefe???!!!
NÂO, pra mim não ( EU não vivo na ditadura )
chefe, não é chefe - chefe é um ser como eu - e eu sou um ser como todos os outros

10/11/2009

... fácil de odiar...



Não te parece que o mundo roda ao contrário? Não te parece que há algo que deixou de funcionar? Um dos pilares ruiu. Sinto que o fim está próximo..
Não posso pensar mais, não posso falar mais. Dou as boas vindas ao silêncio. A solidão, que sabe tão bem ser minha companheira, alojou-se no coração. O escuro, onde choro lágrimas incolores e sentidas, é um simples protector dos atentados que cometo sobre mim. O silêncio... É o mais pesado.

Olha para mim... Olha para o que ficou... E não digas nada... Não quero ouvir, não quero que fales só por falar. Não quero favores. Mas não te parece que o universo engoliu a Terra? Não te parece que os relógios pararam e que tudo o resto não passa de ficção? Houve alguém que se cansou da vida que não tinha, dos sonhos que não passavam de sonhos...
Houve alguém que desistiu... Eu? Porque não? Porque não poderei fazê-lo?
Tu desistes de mim e eu desisto de mim... Já que não sei desistir de ti.
Se vires bem, se leres com atenção, sou mortal como tu mas há muito tempo que deixei de viver.
Parece história... Parece mentira!!! Nunca pensei... Talvez devesse ter pensado...
Mas não pensei que pudesses ser a pessoa que mais amo e que mais odeio.
Como é estranho... Como é improvável... Como é desagradável o raio dos sentimentos!

Que estou eu a escrever? Eu não te odeio... Talvez fosse mais fácil odiar do que amar.
E eu sei que não sou perfeita, não sou (embora queira ser) aquela alma sábia.
Não sou como tu...
Onde é que errei? Saberás? Onde é que falhei? Respondes?
Onde é que me enganei? Talvez ao pensar que serias para sempre meu.
Sempre foste meu... De uma maneira que só eu sei ter. Da mesma maneira que, talvez, nunca aceitaste.

Há tanta coisa que não sei. A palavra "talvez" começa a parecer-me insuportável... A expressão "não sei" ultrapassa os limites da minha ignorância. Só tu és dono da verdade. Só tu sabes o "porquê". Só tu tens a chave para este desespero onde vivo trancada.

Dá-me uma hipótese... E não irei falhar. Não irei decepcionar-te.
Sou tão ridícula... Tão parva!
Onde é que quero chegar com tudo isto? A ti?
O que estou a fazer só me condena mais... Só me faz recordar mais de ti e mais e mais e mais...
Até que ponto irei aguentar? Acho que o deixei de fazer há muito, muito tempo.

De qualquer maneira, e porque já me começa a meter uma certa impressão, terei de dizer-te o quanto continuas a ser importante.
Não o vou fazer de ânimo leve. Irei ter horas de sufoco a pensar na tua reacção...
Não poderia ser mais fácil?
Somos pessoas... Nada do outro mundo!
Somos pessoas... Que ideia mais idiota!
A ideia de dizer-te...
Vais condenar-me? Não o podes fazer pois já atingi o meu limite.
Agora, tudo o que vier é tudo o que virá. Pior não fica, disso tenho a certeza.

Não sei nada de ti e, não saber nada de ti, é mau. Pior do que isso, é saber demasiado de mim.
É saber que não vivo sem ti. É saber que me afundo um pouco mais em cada dia.
É ter a certeza de que não sou capaz de seguir um caminho... Seja ele qual for.
O meu caminho és tu e ponto final. Ponto final... Sem paragrafo nem travessão. Pois é em ti que a minha vida começa e acaba ao mesmo tempo. É em ti... E é absurdo ainda não o saberes... Depois de tantas vezes eu o ter dito!

Em que dia? A que horas? Virás cá... A mim só me interessa que venhas...
Nem quero saber do que tenhas para dizer... Seja bom ou seja mau... Apenas interessa que saibas... É sempre o que me interessa: Que saibas, pois mereces sabê-lo. Tens de saber... Saber que isto ainda não acabou... Nem tão cedo acabará. Simplesmente, tens de saber. E tudo o resto deixará de existir.

Não vou querer estar à tua frente, posso até nunca mais te ver. Isso fica em segundo plano. O importante é saberes... Até porque eu não tenho nada a esconder. Nunca tive...

E há mais:
Mesmo que já saibas tudo isto, aposto que não sabes que eu escrevi o teu nome no céu.
Era noite, estava frio, era tão escuro... Mas uma luz brilhava o suficiente para que eu o conseguisse fazer...
Era a luz da esperança... Nunca perdi a esperança. E foi então que eu escrevi o teu nome...
Apenas o primeiro... Não esqueci que não gostas do segundo. Rápido, sem meias medidas, sem prestar muita atenção à letra... Escrevi o teu nome no céu. É pena que não o tenhas visto.
Nessa noite dormi com algum do descanso que tão bem anda perdido. Nessa noite sonhei contigo... Como sempre... Mas foi um sonho bom... Um sonho que me fez acordar lavada em lágrimas... De felicidade!


Felicidade?  Que ridícula... Sei lá eu o que é felicidade.
Então, diz-me:  Não sou tão fácil de odiar?


04/11/2009

... onde está o teu coração ? ...



...onde está o teu coração ???...

... sei lá de quê! ...




O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!
Florbela Espanca

...não tens que desesperar!!!???...


imagem publicada por helena margarida pires-amantes incertos

Se caminhasses num terreno plano, se tivesses a boa vontade de caminhar e desses apesar disso passos à retaguarda, então tratar-se-ia de um caso desesperado; mas como sobes um pendor, tão escarpado como tu próprio visto de baixo, os passos para trás só podem ser provocados pela natureza do terreno e não tens que desesperar.
Franz Kafka, in "Meditações"