23/01/2009

...dás-me tudo...

Hoje para mim, és o que sempre foste, desde o dia que não sei precisar, e até ao dia que não sei precisar...
Hoje continuo a sentir-me mutilada e a sofrer, e continuo ainda a querer morrer no mesmo dia que tu, na mesma hora, e de preferencia de mãos dadas...

Sabes que não sei dizer porque te amo, mas amo... não incondicionalmente mas, por tempo indeterminado...
Sabes que não sou sadomasoquista, mas que todos os dias me dilaceras com a tua ausência, e eu deixo...

Trago comigo uma dor, um vazio e um inconformado grito de socorro que abre constantemente esse fosso entre nós.
Chamo uma desilusão, ao momento que se arrasta, por ter tido em ti uma ilusão, que queria transformar em verdade e, que não consigo.
Pedes-me coragem…pedes-me alento… e eu não consigo.

Porquê tanta confusão?

Porquê tanta prova, até ao ponto de me acusares de imaturidade, ou de não saber esperar…?!

Não,.não sei mais esperar…nem quero…
Mas nada mais posso fazer …e é por isso que desespero…!!!

Por um amor daqueles que dói, mas que se querem manter, porque se acredita que sim, que os bons momentos são válidos o suficiente, para todas as dores não os apagarem, apesar da ferida, da desilusão, da espera…da cruel espera…regada com ingratidão.

Dás-me tudo.
Desde uma imensa vontade de continuar...
Até uma gritante vontade de nunca ter existido.

Tenta dar-me um pouco mais...
Daquele dar, sem ter que ser pedido…
Para que este desenho, passe além do esboço,
preciso de um pouco mais...


malu, Alcobaca 23 de Janeiro de 2009

2 comentários:

Mitsotaki disse...

Espero que essa vontade nunca se acabe...

malu disse...

nunca se acabará, nem ficará menos profunda tanto a dor como o meu amor, porque a vontade vive nos dois hemisférios deste meu mundo cortado a meio até me ferir, onde nem a parte da vontade extrema de te ter, nem a de mandar tudo pro inferno se acabam...

porque tanto estás como não estás, porque tanto dás como tiras, porque tanto existes como fazes questão de não existir em mim