10/07/2009

entreguei-me e não me devolveram

Ninguém é dono da tua felicidade,
por isso não entregues a tua alegria,
a tua paz,
a tua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém.

(Aristóteles)

Sei que aqui virás pelo menos uma vez, e saberás, porque nunca mais eu voltarei...

Porque foi essa a tua vontade, porque preferiste silênciar-me e dar as tuas palavras a outras pessoas que agora admiras, e continuar a dar a outras pessoas que já antes amavas...

Com o tempo e espaço que livremente arranjaste para os outros deixou de haver tempo e espaço forçado para mim aqui, de onde leváste tudo o que era teu e deitáste fora sem devolver uma única palavra...

Devolvo-te as lágrimas. As que dizes que alguma vez choraste, por sentir quem sabe saudade de mim, e encerro este blog...

Até depois da morte de tudo o que me fizeste sentir... até lá nada mais me chama aqui.

Depois de muitas reticências e ponderação "fecho a porta a onde não mais quero entrar" onde tudo o que me faz lembrar de ti me fere com a mentira que foste até hoje, e abro uma nova janela... porque depois de ti ainda sobra muito de mim...
Mas nunca mais aqui...nunca mais pra ti...

7 comentários:

Anónimo disse...

...estara sempre no meio de nos...e atraves desse sentimento,seras uma grande escritora para os amigos...

Mitsotaki disse...

Nunca te pedi pra ires embora, apenas que me compreendesses.

Sê feliz, já que não consegui dar-te a felicidade por que tanto almejavas.

O sentimento que nos corroi as entranhas não desaparece dum dia pro outro...

Sara disse...

Olá
De um blog vim ter aqui...e "recordei" um pouco a minha veia poética, que perdi...no meio dos filhos, da casa, do casamento, do marido...
"vou sempre escrever" dizia...
Lindo o seu poema...
Espero que a ferida já tenha sarado...
Felicidades
Sara

Marta Luis disse...

viagei de volta até ao espaço bebé.... obrigado sara, e felicidades também... e ... talvez o meu mal, tenha sido, a veia poética ser sempre a mais forte dentro de mim... e por isso, a vida, vai ficando mais fragilizada e as coisas palpáveis que dela fazem parte... a casa... perdeida... o marido... de outra ... o filho ... dividido ... mas, não consigo cortar essa veia... é a mais viva de todas ... bj

rotterdam disse...

as vezes o passado dá para lembrar-muitas coisa mas é no futuro que temos que pençar

Marta Luis disse...

rotterdam...sim, mas o futuro é hoje, e hoje ainda estou ferida... muito mesmo...

obrigada pela visita

Marta Luis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.