"... as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..." Quintana
25/01/2010
...aconteceu...
Aconteceu... Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas... Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti... O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida... A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno... E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?... O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno... E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?... O que foi que aconteceu?
Aconteceu... Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera... E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração... Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca... Essa loucura... Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno... E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?... O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno... E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?... O que foi que aconteceu?
22/01/2010
19/01/2010
... a base é o amor ...
in diário das amigas
18/01/2010
...afundo-me...
A noite tranquila iluminada por uma translúcida Lua cheia, que se reflecte sobre o mar que ampara o meu barco, tem apenas o frio, como contrariedade. Esfrego as mãos, tentando afugentar o gelo que lhes penetra e que as impede de sentirem tudo o que seja, além de dor. Parece não ir chover, está tudo tranquilo. Estou confiante de vir a ser uma noite como as outras. Preparo-me para me enroscar na minha manta de retalhos, quando subitamente, aterra sobre o mar, uma imensa massa rochosa, pesada e de pontas aguçadas, formando-se de imediato grandes braços de água que atentam contra a estabilidade do meu barco. Uma manta de água espessa cobre-me, fazendo com que todo o meu corpo entre em espasmo e todos os terminais dolorosos gritem.
Afundo-me.
Do colete salva vidas, há muito que não lhe resta nada e eu vou descendo pelo mar. O líquido que me cobre, começa a fazer aumentar a pressão sobre o meu corpo e sinto cada vez mais, uma constrição sobre as costelas. Estranho como continuo a respirar apesar de me custar, sinto-me a morrer mas não morro.
Olho para cima e vejo que agora o Sol brilha e que o Céu está azul. Vejo a sombra de dois barcos que se aproximam, param e seguem viagem pela mesma rota.
Continuo debaixo da água que me aperta, me constringe os movimentos e me faz sentir cansada. Olho para o fundo do mar e vejo a rocha que caiu, farpada, cinzenta, sem vida, contudo com força suficiente para alterar o curso da minha viagem. Esbracejo e aos poucos vou chegando à superfície, contudo não consigo calcular o tempo que vou demorar... Enquanto o faço, vou reparando em algumas correntes que dão ao meu destino, porém não as agarro e continuo por mim, a subir, a tentar sair deste sitio frio que me estrangula. "
by
14/01/2010
...se eu amanhã não vier...
Se amanhã eu não vier, não penses que o fiz porque quis. Muito menos porque seria o melhor para nós. Definitivamente, esta não seria a nossa melhor solução. Mas se amanhã eu não vier, lembra-te do homem que tu bem conheceste.
Não recordes apenas daquele que partiu sem sequer se despedir, pois ele não teve escolha. Lembra-te do menino que sorriu por diversas vezes ao teu lado, e até chorou contigo muitas vezes. Lembra-te daquele que perdia o sono quando sonhava que te perdia. Não lembres somente daquele que te escreveu esta carta, sem ao menos dar um beijo antes de ir. Não, isso é tudo o que eu menos quero.
Quero que te lembres daquele que dividiu segredos contigo e não se sentiu mais fraco por isso. Ao contrário, ficou ainda mais forte. Pensa no menino que disse baixinho que te amava e que enfrentou sempre tudo e todos para provar que o que dizia era verdade. Não penses que ele partiu por ser covarde, não, isso não foi com toda a certeza. Talvez ele tenha partido para poder voltar um dia, mais forte e mais completo, já que agora não pode fazer o bem como o quanto gostaria. Ele até poderia olhar nos teus olhos antes de o fazer, mas ele não queria um adeus, uma despedida cheia de lágrimas e de abraços que pareceriam os últimos.
Ele preferiu deixar-te esta carta e com a promessa de que ele voltará, um dia, e que a despedida nem se faz necessária, porque ele estará sempre contigo. Ele só quer que te lembres dos momentos que dividiram, dos sonhos, das confissões feitas entre tantos carinhos. Sim, ele partiu, mas nunca irá embora. Ele irá olhar-te por entre os olhares nas calçadas das cidades, e irá ver-te em cada centímetro de si mesmo. Ele quer lembrar-se dos sorrisos e dos risos, das piadas que ninguém mais entendia, só vocês. Ele quer lembrar do modo como conversavam, do modo carinhoso como chamavam um ao outro, daquele olhar que brilhava quando vias ele a chegar. Ele quer sentir a saudade, mas saber que ainda são um do outro. Ele só não quer deixar que a proximidade mate o amor aos poucos, e é por esse amor que ele decidiu partir.
Mas deixou a maior parte dele contigo, desde o primeiro beijo que te deu. E mesmo que ele quisesse, não poderia ir tão longe. É como se quilómetros os separassem enquanto um centímetro os aproximasse. Vocês estarão à distância de um amor.
in,
as palavras que nunca te direi
11/01/2010
... carta ...
Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas, caíssem a teus pés... Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir, faça bem ao escudo que és... Saudade, é o ar que vou sugando e aceitando, como fruto de verão nos jardins do teu beijo.
Mas sinto que sabes que sentes também, que num dia maior serás trapézio sem rede, a pairar sobre o mundo. E tudo o que vejo é que hoje acordei e lembrei-me, que sou mago feiticeiro, que a minha bola de cristal é feita de papel: Nela te pinto nua. Nua, numa chama minha e tua.
Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados, aos quais te vais moldando, e todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração, são leis como paredes e tetos, cujos vidros vais pisando. Anseio o dia em que acordares por cima de todos os teus números, raízes quadradas de somas subtraídas, sempre com a mesma solução.
Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso, harmonioso do teu gesto mimado e à palma da tua mão...
Desculpa se te fiz fogo e noite, sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos deuses... mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei, como refúgio dos meus sentidos, pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti... É que hoje acordei e lembrei-me ...
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
Magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.
04/01/2010
02/01/2010
...renascer...
os anos passam e desta vez, não consigo fazer um balanço... prefiro esquecer 2009 - o ano que o resto de tudo me tirou, e sendo assim apenas brindo ao revellion, espero que tenha sido ou que venha a ser mesmo renascer para 2010
e apenas deixo, mais uma vez, a certeza de que estou viva apesar de mais só do que nunca, a promessa de que continuarei a voar livre e a voltar sempre e enquanto o meu pequeno princepe precise de mim, o pedido de que nada mais me tirem, nada mais me dêem...apenas, deixem-me estar...
fernão capelo gaivota... continua a ser um dos meus livros favoritos, e neste momento, o eleito entre os vários, mais uma vez... um livro tão pequenino, que só ele, consegue iluminar-me num estágio tão escuro como o que atravesso
feliz ano
malu
Aqui será a areia fina...a falésia...onde, entre voos, poisarei para descansar e meditar, depois voltar a voar entre o azul do mar e o azul do céu.
30/12/2009
...pranto...
já não choro sequer
já nada digo
passou todos os limites
parou o tempo
daquela dor
que era tua
já não sei se minha
malu
(...) Há chorar com lágrimas, chorar sem lágrimas e chorar com riso: chorar com lágrimas é sinal de dor moderada; chorar sem lágrimas é sinal de maior dor; e chorar com riso é sinal de dor suma e excessiva.
(...) A dor moderada solta as lágrimas, a grande as enxuga, as congela e as seca. Dor que pode sair pelos olhos, não é grande dor; por isso não chorava Demócrito; e como era pequena demonstração da sua dor não só chorar com lágrimas, mas ainda sem elas, para declarar-se com o sinal maior, sempre se ria.
Nada digo que seja contrário aos princípios da verdadeira Filosofia e da experiência. A mesma causa, quando é moderada e quando é excessiva, produz efeitos contrários: a luz moderada faz ver, a excessiva faz cegar; a dor, que não é excessiva, rompe em vozes, a excessiva emudece. Desta sorte a tristeza, se é moderada, faz chorar; se é excessiva, pode fazer rir; no seu contrário temos o exemplo: a alegria excessiva faz chorar e não só destila as lágrimas dos corações delicados e brandos, mas ainda dos fortes e duros.
Padre António Vieira, in "Sermões"
...eu sei...
e se um dia eu disser... que já não quero estar aqui
eu sei, que também em mim, esta canção é especial!!!
obrigado Sara, por todas as tuas canções que´libertam por nós
eu sei, que também em mim, esta canção é especial!!!
obrigado Sara, por todas as tuas canções que´libertam por nós
28/12/2009
23/12/2009
22/12/2009
21/12/2009
...quem inventou o amor ?...
Quem inventou o amor ,explica por favoor ♪
Porque será que as músicas definem tão bem o que o coração sente ?
Acredito que arte é uma espécie de ''Transbordamento" de emoções ,boas e ruins .
É como aquela dor insuportável que ás vezes sentimos , ou aquele amor que não cabe no peito .Porque será que fingimos tão bem ? Por que será que a cada novo sorriso uma amardura se forma em torno dos corações de mentira ? por que motivo ,eu não entendo, que as pessoas nos digirem uma palavra de amor carregada de ódio ? o que nos tornamos afinal?
"Atores da vida real ,fingidores do sistema ,controladores de emoção ,subordinados do psicológico ."
A muito,perdemos o controle sobre nós mesmos .
Esquemos que somos máquinas dos nossos anseios .!
e viramos apenas vítimas de nossos medos .
marcela in
20/12/2009
...gritos que penso...
ás vezes fico na dúvida... se sou eu que escrevo para o abrunhosa, ou é ele que fala pra mim, quando compõe... tal e qual, como outros né, mas com aquela capacidade de nos sentirmos únicos no mundo e exclusivos na dor... mas outros há ... como acabamos por ser todos diferentes... mas todos iguais....
(Desculpa o silêncio Que trago em mim, São gritos que penso Que calo assim...Desculpa o beijo, É o desejo a morrer. E tu, onde te vais esconder?)
19/12/2009
...Já pensaste num nós ?...
....Perguntaste-me tu....
Se não fores tu a magoar-me ou eu a magoar-te, outros o farão...
Já pensaste nisso? - acrescentei-te eu....
no meio do sono, e do embaraço, ambos ficámos sem resposta...
ainda bem que há músicas que falam por nós...
a "canção do engate" de António Variações é das mais intemporais que conheço...
no momento só há uma diferença... não buscávamos por ele,
mas acontece aos melhores!!!
Se não fores tu a magoar-me ou eu a magoar-te, outros o farão...
Já pensaste nisso? - acrescentei-te eu....
no meio do sono, e do embaraço, ambos ficámos sem resposta...
ainda bem que há músicas que falam por nós...
a "canção do engate" de António Variações é das mais intemporais que conheço...
no momento só há uma diferença... não buscávamos por ele,
mas acontece aos melhores!!!
...memória da certeza que me resta...
se te mostras, se em mim és, não o desfiro
ao olhar perscrutante, definido
que redunda algures em mim o teu sentido
onde existes doce aurora inebriante
donde a bruma que suspende o teu aspecto
flui sem gesto que se lance
ao teu encontro face ao rosto
que em memória representa
o prévio aviso da presença do teu corpo
sei da dúvida que a si própria se alimenta
ela própria a certeza que me resta
16/12/2009
...está tudo gasto...
E eu gastei as horas e os tempos em volta, gastei os espaços que preenchemos com beijos, gastei tudo e tive tudo em tão grande número que me perdi a contar-te em cada canto por onde ainda caminho.
E gastei-te a ti nas vezes em olhava a tua fotografia, gastei a boca a beijar-te nos espaços ocos e vazios, gastei-te os olhos a olhar-te nos sonhos presentes que me preenchem, gastei-te as mãos nas minhas, aquecendo-as e mantendo-as sempre seguras.
Gastei tudo amor, não sobrou nada e tudo o que eu gastei uma charada que o meu pobre coração não soube decifrar, depois de tudo eis que me encontro agora, olhando o espelho vejo-me a outra face já negra e gasta por medos e desânimos.
Que mundo é este amor? Que tempo me pertence agora? Nem os meus sonhos são o presente que julgava, nem um futuro, nem um dia de amanhã que seja, apenas a permanente loucura de me saber viva sem ti, com o corpo abandonado e sem esperança, com o rosto cravado pelo pecado de te amar tanto mesmo depois de te ter gasto.
E porque te amo deste amor tão grande faço de conta que te tenho ainda, rasgo o silêncio e perco-me em gritos da alma dados pela boca desta face que chora. O choro é o meu ponto de encontro contigo e com a vida, no choro percorro o meu destino mesmo com o corpo nu rasgado de ausências e distâncias.
Cubro os meus medos com os dias felizes que vivemos, com os sorrisos maravilhados e doces, com o rosto coberto de alegria, com tudo o que era e agora é nada, absolutamente nada onde me agarrar, para me ser na totalidade.
E como dói, meu amor, ter-te ainda em mim e não ter forças para me erguer, porque me pesa no lugar do coração todo o amor que deixou de ser, dói tudo o que já não é e não dói nada.
Gastei tudo amor, gastei tudo com as palavras e os silêncios que não te dei, gastei tudo, até o amor que te tenho tanto que faz com que me odeie assim de uma forma tamanha por não ter sido capaz de me manter em ti.
fez-me lembrar de nós, e não só, também do adeus de eugénio de andrade este texto da
14/12/2009
...essa tal de liberdade...
assim seja: não tenho porquê desejar-te mal, desapareço do teu mapa, e ao menos um de nós segue ... muito mais feliz !!!
não mais tens que te preocupar com o mal que me fazes, não mais tens que te marterizar com o bem que não me fazes, não mais tens que desculpar-te, não mais tens que sentir-te preso, não mais tens que lamentar-te, por tudo o que não quiseste... essa tal de liberdade, que te parece que me fica bem, foste tu que escolheste, por isso não venhas agora dizer-me como eu estou... eu é que sei, e se é bem ao mal, não é coisa que te interesse...
jurei a mim mesma nunca mais chorar nem por ti, nem contigo, por isso podes desistir de mais alguma vez na vida vires dizer-me, que não querias fazer-me chorar, não querias ver-me ou ouvir-me chorar... isso não vai mais acontecer
vou sempre sorrir pra ti... agora se vou estar feliz, ou não... não irás saber... não me mereces saber !!!
10/12/2009
... Quem és tu? ...
Esta noite morri muitas vezes, à espera de um sonho que viesse de repente e às escuras dançasse com a minha alma enquanto fosses tu a conduzir o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo, toda a espiral de horas que se erguessem no poço dos sentidos.
Quem és tu, promessa imaginária que me ensina a decifrar as intenções do vento, a música da chuva nas janelas sob o frio de fevereiro?
O amor ofereceu-me o teu rosto absoluto, projectou os teus olhos no meu céu e segreda-me agora uma palavra: o teu nome – essa última fala da última estrela quase a morrer, pouco a pouco, embebida no meu próprio sangue, e o meu sangue à procura do teu coração.
Quem és tu, promessa imaginária que me ensina a decifrar as intenções do vento, a música da chuva nas janelas sob o frio de fevereiro?
O amor ofereceu-me o teu rosto absoluto, projectou os teus olhos no meu céu e segreda-me agora uma palavra: o teu nome – essa última fala da última estrela quase a morrer, pouco a pouco, embebida no meu próprio sangue, e o meu sangue à procura do teu coração.
Fernando Pinto do Amaral
(esta noite morri)
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