"... as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..." Quintana
14/07/2011
...barulho...
23/03/2011
...herança...
08/11/2010
...o distorcido...
28/09/2010
... alcance ...
15/04/2010
... Contrariamente ...
Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
24/03/2010
...o amor é ter medo e querer morrer...
(ainda bem que alguém consegue escrever o que eu por mais que o faça não consigo exprimir... é desconcertante, ler e identificarmo-nos tanto com o que ali está... por isso sou menos que fã, e mais que admiradora... sou peixoto inteira... obrigado josé luis por partilhares o que a tua alma tem de comum com a minha. sinto-me menos desigual quando te leio...)
21/02/2010
12/02/2010
Não me compreendes?!
14/01/2010
...se eu amanhã não vier...
26/11/2009
23/10/2009
20/10/2009
...Adeus...
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
19/06/2009
...não podes?...
Não é possível
Digam-lhe que é totalmente impossível
Agora não pode ser
É impossível
Não posso.
Digam-lhe que estou tristíssimo, mas não posso ir esta noite ao seu encontro.
Contem-lhe que há milhões de corpos a enterrar
Muitas cidades a reerguer, muita pobreza pelo mundo.
Contem-lhe que há uma criança chorando em alguma parte do mundo
E as mulheres estão ficando loucas, e há legiões delas carpindo
A saudade de seus homens; contem-lhe que há um vácuo
Nos olhos dos párias, e sua magreza é extrema; contem-lhe
Que a vergonha, a desonra, o suicídio rondam os lares, e é preciso reconquistar a vida
Façam-lhe ver que é preciso eu estar alerta, voltado para todos os caminhos
Pronto a socorrer, a amar, a mentir, a morrer se for preciso.
Ponderem-lhe, com cuidado – não a magoem... – que se não vou
Não é porque não queira: ela sabe; é porque há um herói num cárcere
Há um lavrador que foi agredido, há um poça de sangue numa praça.
Contem-lhe, bem em segredo, que eu devo estar prestes, que meus
Ombros não se devem curvar, que meus olhos não se devem
Deixar intimidar, que eu levo nas costas a desgraça dos homens
E não é o momento de parar agora; digam-lhe, no entanto
Que sofro muito, mas não posso mostrar meu sofrimento
Aos homens perplexos; digam-lhe que me foi dada
A terrível participação, e que possivelmente
Deverei enganar, fingir, falar com palavras alheias
Porque sei que há, longínqua, a claridade de uma aurora.
Se ela não compreender, oh procurem convencê-la
Desse invencível dever que é o meu; mas digam-lhe
Que, no fundo, tudo o que estou dando é dela, e que me
Dói ter de despojá-la assim, neste poema; que por outro lado
Não devo usá-la em seu mistério: a hora é de esclarecimento
Nem debruçar-me sobre mim quando a meu lado
Há fome e mentira; e um pranto de criança sozinha numa estrada
Junto a um cadáver de mãe: digam-lhe que há
Um náufrago no meio do oceano, um tirano no poder, um homem
Arrependido; digam-lhe que há uma casa vazia
Com um relógio batendo horas; digam-lhe que há um grande
Aumento de abismos na terra, há súplicas, há vociferações
Há fantasmas que me visitam de noite
E que me cumpre receber, contem a ela da minha certeza
No amanhã
Que sinto um sorriso no rosto invisível da noite
Vivo em tensão ante a expectativa do milagre; por isso
Peçam-lhe que tenha paciência, que não me chame agora
Com a sua voz de sombra; que não me faça sentir covarde
De ter de abandoná-la neste instante, em sua imensurável
Solidão, peçam-lhe, oh peçam-lhe que se cale
Por um momento, que não me chame
Porque não posso ir
Não posso ir
Não posso.
Mas não a traí. Em meu coração
Vive a sua imagem pertencida, e nada direi que possa
Envergonhá-la. A minha ausência.
É também um sortilégio
Do seu amor por mim. Vivo do desejo de revê-Ia
Num mundo em paz. Minha paixão de homem
Resta comigo; minha solidão resta comigo; minha
Loucura resta comigo. Talvez eu deva
Morrer sem vê-Ia mais, sem sentir mais
O gosto de suas lágrimas, olhá-la correr
Livre e nua nas praias e nos céus
E nas ruas da minha insônia. Digam-lhe que é esse
O meu martírio; que às vezes
Pesa-me sobre a cabeça o tampo da eternidade e as poderosas
Forças da tragédia abastecem-se sobre mim, e me impelem para a treva
Mas que eu devo resistir, que é preciso...
Mas que a amo com toda a pureza da minha passada adolescência
Com toda a violência das antigas horas de contemplação estática
Num amor cheio de renúncia. Oh, peçam a ela
Que me perdoe, ao seu triste e inconstante amigo
A quem foi dado se perder de amor pelo seu semelhante
A quem foi dado se perder de amor por uma pequena casa
Por um jardim de frente, por uma menininha de vermelho
A quem foi dado se perder de amor pelo direito
De todos terem um pequena casa, um jardim de frente
E uma menininha de vermelho; e se perdendo
Ser-lhe doce perder-se...
Por isso convençam a ela, expliquem-lhe que é terrível
Peçam-lhe de joelhos que não me esqueça, que me ame
Que me espere, porque sou seu, apenas seu; mas que agora
É mais forte do que eu, não posso ir
Não é possível
Me é totalmente impossível
Não pode ser não
É impossível
Não posso.
mensagem à poesia
27/05/2009
o amor é uma coisa ... a vida é outra
28/04/2009
...!?! Aprendo !?!...
19/03/2009
...Sagitariana...
salvador dalí - the archerDemora algum tempo para encontrar o seu equilíbrio.
Agarra a vida com muito entusiasmo.
No geral, interessa-se por tudo.
26/02/2009
...Aurora...
...relatividade...
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianase pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações ediagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidadeIntegral
E diferencial.
E casaram-se
e tiveramuma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais
Um Todo.Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
...Perfeito...
"Quise imaginar lo que sería mi vida, estando en este mundo, siendo un ser perfecto, sin tristezas, sin vacíos, sin necesidad de amar y sentirme amado, teniendo todo a la mano, para alcanzarlo sin el más mínimo esfuerzo, siendo poseedor de una imagen y figura perfecta ante los ojos de los demás; sintiendo el poder en mis manos... (después de todo eso es lo que anhelan y sueñan los seres humanos).
04/01/2009
... mamã ...
Sim... acredito que seja a única palavra que seja exclusivamente de meu direito... do meu tesouro... a única que nunca será dita de forma tão carinhosa, a mais ninguém...porque tudo o resto já me está a doer demasiado pro meu gosto... A inevitável e cruel partilha, aos poucos...
E... não é que a primeira grande novidade de 2009, veio mesmo do mais pequenino...!?
Sim, tinha passado a véspera de Natal com a mamã, e como é da praxe e é justo, foi passar a véspera de ano novo com o papá...
Voltou, pra almoçar, no dia de ano novo, e vinha a arrebentar pelas costuras, ansioso por contar das novidades...
Nunca foi de contar nada do que se passa nos fins de semana que vai ao pai... Ninguém o espreme, ninguém lhe pergunta e de quando em vez, lá deixa escapar, que ficou com a avó, que foi aqui ou ali com o papá, e com a avó, mas...desta vez, foi diferente:
Assim que chegou com o pai, largou-se como sempre, nos braços da mamã...sabe sempre melhor a chegada que a despedida...!
E foi um corre corre, a voltar pro carro, pra irmos almoçar, onde tinha sido a passagem de ano entre a família e amigos, mas sem o Rafa, pela primeira vez... e... sem ninguém lhe perguntar nada... até porque já tinha ido ao pai ao Natal,e já tinha passado a euforia das prendas e de tudo isso... sai-se com a boa nova, do bom ano novo...
_ Mamã...! A Tatiana mora em casa do papá... e eu gosto muito dela!
Assim...de chofre e sem qualquer anestesia prévia...
_ Sim amor... então e quem é a Tatiana, é tua amiga filho...?
_ Sim, é minha amiga, e amiga do pai... e é grande ... e agora mora lá, em casa do pai... e é minha amiga, e deu-me uma prenda embrulhada!
Daaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh
Não é que não se esperasse... ! Mais dia menos dia, o papá iria mostrar a sua amiga, ao mundo, ao filhote... a todos menos à mamã... Mas o Rafa nada esconde... e anuncia com toda a alegria, que o papá tem uma namorada nova.
E a mamã:
_ Sim filho, então e gostas da Tatiana?! Ainda bem que ela é tua amiga. Vá agora vamos papar a casa do Ricardo da Madrinha tá bem?!
_Sim , mamã... mas eu gosto muito da Tatiana. Ela deu-me um jogo de carros, e estava embrulhado...
_ A Tatiana estava a tomar banho...
_A Tatiana dormiu comigo e com o pai...
_ A Tatiana daaaaaaaahhh...
Passa a sexta, passa o sábado, e lá escapa mais uma vez, a tatiana isto, a Tatiana aquilo... não incomoda por ciume, incomoda por não interessar, e ter que se acenar que sim, e que está bem filho e, que ainda bem, e tal... É a novidade tanto pro pai como pro filho, como prá mãe...
Mas .... Sim... prefiro que ele venha entusiasmado com a Tatiana e tudo queira contar, e revele que o tratam bem, que me venha a chorar, chocado ou enciumado como o faz comigo, que não me deixa falar nem aproximar de ninguém...
Sim, também sem saber bem porquê, mas reconheço que deve ser natural confesso; fez-me uma certa confusão inicial... mas já digeri, já encaixei.
Espero sinceramente que a Tatiana, e o pai, sejam amigos do meu filho e que o deixem sempre entusiasmado de partilhar os fins de semana com eles, quando larga a mamã... e que se não a Tatiana pelo menos o pai, estejam sempre lá, quando ele precisar...!
Espero também que, todos nós inclusivé eles, sejamos felizes.
Acho que sim...que já está na altura, e que ambos merecemos!!!
E espero que um dia o Rafa entenda, que o meu único medo perante tal novidade, é o de perder o seu "mamã" carinhoso que me mantém viva...
E espero ainda que um ano destes, um dia destes, também ele, o meu Rafinha, possa dizer... a mamã tem um namorado... que mora em casa com ela... e eu estou feliz...
E aí, a mamã já não vai chorar...
E aí, ele não vai ter que me abraçar e dizer...
_ Mamã, não fiques assim.... porquê estás assim?...
_ Eu também gosto de ti !
Ai ai... como os nossos filhos crescem.... como a vida passa, com os anos...não é ?!
O assunto "Tatiana" não merece a minha atenção ao ponto de o publicar aqui... até porque, mais tati menos ana, alguém iria aparecer, pois o papá tem direito de refazer a sua vida, assim como a mamã...
O papá e a mamã, tiveram muitos bons e muitos maus momentos, e ambos já passaram.
Foi difícil, aceitar que o meu marido, agora e desde há um tempo significativo ex, nunca tinha gostado de mim o suficiente, pra me dizer que me amava quando as coisas correram mal, ou que queria lutar por mim, o que também não sei se teria sido possivel na altura, nem quero remoer no que já lá vai...
Foi difícil ver um lar desfeito, uma casa linda abandonada e um filhote pequeno que será sempre dividido, atingido, pelos nossos erros... Falhei na altura, por não ter conseguido ser melhor...por não ter feito eu, o papá feliz...mas estou feliz agora, por ele ter encontrado alguém, que finalmente, o possa fazer...
Agora falto eu... continuas a faltar tu... pra que o Rafa também possa ver, a mamã sorrir...!!!
E o que merece a minha atenção, nesta mensagem, é o "mamã" delicioso do meu filhote, que não quero nunca esquecer de como sabe bem... pra me aguentar... no meio de tanta felicidade geral e tanta tristeza em particular...






