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14/11/2011

...sinto...


"Aquilo a que chamamos espírito
parece-me muito mais material
do que aquilo a que chamamos matéria;
sinto a minha alma mais manifesta e mais sensível
do que o meu corpo."


Miguel de Unamuno y Jugo

06/10/2011

...nem sei...


"...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu,
nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria.
Não existiu morte para o que nunca nasceu...."


Florbela Espanca

05/04/2011

... até breve ...


... não foste tu que morreste ... fui eu ... renascerei outra ... quando tiver forças para voltar ... mas nunca mais o que era, antes de ti, meu amor mais pequenino ... até breve

23/03/2011

...herança...

 filhos herdam promessas que pais não cumprem

(Enfim aqui estou,
Para sempre?
Não certamente,
Mas para ti, eternamente!!!)

Pai de Alex

22/03/2011

...reduzida...



"O amor não pede esforço.

O amor acontece

 
Fico ás vezes reduzida ao essencial,

quer dizer, só meu coração bate."


C. Lispector

12/03/2011

...meu bem...


"Há bens inalienáveis, há certos momentos que, ao contrário do que pensas, fazem parte da tua vida presente e não do teu passado. E abrem-se no teu sorriso mesmo quando, deslembrado deles, estiveres sorrindo a outras coisas."

 Mário Quintana

01/03/2011

...metade malu/metade caze...

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

22/02/2011

...continuar...


Eu quero chafurdar na dor desse ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodca, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, ginseng e lexotan, depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a banchá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina e ligo para o CVV às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum pana qualquer choramingando coisas do tipo preciso-tanto-de-uma-razão-para-viver-e-sei-que-essa-razão só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá e me lamurio até o sol pintar atrás daqueles edifícios sinistros, mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?”
(Os Sobreviventes)
Caio Fernando Abreu

31/01/2011

... simplesmente doloroso ...



... Depois algum tempo, aprendes que o sol queima se ficares exposto muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam...  
(shakespear)

25/01/2011

...não deixes...


Não interessa ter o meu corpo despido quando ainda a minha alma está por descobrir. Não deixes que o medo seja a tua única veste quando os nossos corpos, mesmo que desproporcionais, encaixam perfeitos... Quando são tantas as vezes que a nossa língua é diferente e só um beijo nos cala a estupidez.

pandora
na sua caixa

06/01/2011

... o Lugar ...


 
já é noite, o frio está em tudo o que se vê, lá fora ninguém sabe que por dentro há vazio, porque em todos há um espaço que por medo não se deu, onde a ilusão se esquece do que o medo não previu

já é noite o chão é mais terra pra nascer, a água vem escorrendo entre as mãos a percorrer, todo o espaço entre a sombra entre o espaço que restou, para refazer na vida no que o medo não matou

mas onde tudo morre tudo pode renascer, em ti vejo o tempo que passou, vejo o sangue que correu, vejo a força que me deu quando tudo parou em ti, a tempestade que não há em ti, arrastando para o teu lugar e é em ti que vou ficar

já é dia e a sombra está em tudo o que se vê, lá fora ninguém sabe o que a luz pode fazer, porque a noite foi tão fria que não soube acordar, a noite foi tão dura e difícil de sarar

mas onde tudo morre tudo pode renascer, em ti vejo o tempo que passou, vejo o sangue que correu, vejo a força que me deu quando tudo parou em ti, a tempestade que não há em ti, arrastando para o teu lugar e é em ti que vou ficar

mas eu descobri a casa onde posso adormecer, eu já desvendei o mundo e o tempo de perder, aqui tudo é mais forte e há mais cores no céu maior, aqui tudo é tão novo e o que pode ser amor

e onde tudo morre tudo volta a nascer, em ti vejo o tempo que passou, vejo o sangue que correu, vejo a força que me deu quando tudo parou em ti, a tempestade que não há em ti, arrastando para o teu lugar e é em ti que vou ficar

já é dia e a luz está em tudo o que se vê, cá dentro não se ouve o que lá fora faz chover, na cidade que há em ti encontrei o meu lugar, e é em ti que vou ficar.

tiago bettencourt in,

08/12/2010

...nem tudo é dias de sol...


Se eu pudesse trincar a terra toda

E sentir-lhe um paladar,

E se a terra fosse uma cousa para trincar

Seria mais feliz um momento...


Mas eu nem sempre quero ser feliz.

É preciso ser de vez em quando infeliz

Para se poder ser natural...

 
Nem tudo é dias de sol,

E a chuva, quando falta muito, pede-se,

Por isso tomo a infelicidade com a felicidade

Naturalmente, como quem não estranha

Que haja montanhas e planícies

E que haja rochedos e erva...


O que é preciso é ser-se natural e calmo

Na felicidade ou na infelicidade,

Sentir como quem olha,

pensar como quem anda,

E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,

E que o poente é belo e é bela a noite que fica...

Assim é e assim seja...

alberto caeiro (F.P.)

24/11/2010

...as minhas saudades tuas...


tenho saudades tuas
isso eu sei
porque eu sinto no meu peito
essas ruas

nunca imaginei um amor assim
e agora até ficou real
mas isso trouxe coisas atrás

no momento de uma decisão
percebes tudo o que o presente faz
mesmo querendo ter alguém
eu quero ter-me a mim

mas meu amor
nenhum de nós deixará de ser real

passo por essas ruas
isso eu sei
porque eu sinto ter ainda no meu peito
coisas tuas

Foge Foge Bandido

08/11/2010

...o distorcido...


As observações e as vivências do solitário que só fala consigo próprio são simultaneamente mais indistintas e intensas do que as do homem social e os seus pensamentos são mais graves, mais fantasiosos e nunca sem uma coloração de melancolia. Imagens e impressões que outros poriam naturalmente de lado após um olhar, um sorriso, um comentário, ocupam-no mais do que é devido, tornam-se profundas no silêncio, ganham significado, transformam-se em acontecimento, aventura, emoção. A solidão cria o original, o belo ousado e estranho cria a poesia. Mas cria também o distorcido, o desproporcionado, o absurdo e o proibido.

Thomas Mann, in
"Morte em Veneza"

25/10/2010

... não tens vergonha?! ...


«Ser feliz por momentos é algo de que não se deve ter vergonha. Momentos que o fim torna ridículos.

A felicidade, como o amor, é um sentimento ridículo. Mas a felicidade, como o amor, só é ridícula quando vista de fora. A felicidade, como o amor, só é ridícula antes ou depois de si própria. A felicidade, são momentos que, no seu presente fugaz, são mais fortes do que todas as sombras, todos os lugares frios, todos os arrependimentos. Ser feliz em palavras que, durante essa respiração breve, mudam de sentido.

E nem a forma do mundo é igual: o sangue tem a forma de luz, as pedras têm de nuvens, os olhos têm a forma de rios, as mãos têm a forma de árvores, os lábios têm a forma de céu, ou de oceano visto da praia, ou de estrela a brilhar com toda a sua força infantil e a iluminar a noite como um coração pequeno de ave ou de criança.

Momentos que o fim torna ridículos. Momentos que fazem viver, esperando por um dia, depois de todas as desilusões, depois de todos os arrependimentos e fracassos, em que se possa viver de novo, para de novo chegar o fim e de novo a esperança e de novo o fim.

Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos.»

in, "Uma Casa Na Escuridão"
José Luís Peixoto

07/10/2010

... inspiração ...




... sinto, por vezes,
um temor espantado das minhas inspirações,
dos meus pensamentos,
compreendendo quão pouco de mim é meu...

fernando pessoa

04/09/2010

...Tenta esquecer-me...


Tenta esquecer-me...


Ser lembrado é como evocar
Um fantasma... Deixa-me ser o que sou,
O que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
As imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!


Mário Quintana

21/06/2010

... O sentido ...

... a propósito dos pormenores que interpretamos, nao serem a maior parte das vezes coincidentes, entre o que tu e eu vivemos, vimos, lemos, escrevemos, dizemos, observamos, em cada situação e/ou alguém observou disse, escreveu, leu, viu ou viveu, sobre a mesma matéria, o mesmo acontecimento, a mesma circunstãncia, mesmo que noutro espaço, noutro tempo, ou ali mesmo a nosso lado... 
malu


Não há verdadeiro sentido de um texto. Não há autoridade do autor. Quisesse dizer o que quisesse, escreveu o que escreveu. Uma vez publicado, um texto é como um aparelho de que cada um se pode servir à sua maneira e segundo os seus meios: não é certo que o construtor o use melhor do que outro qualquer.

Paul Valéry,
in 'A Propósito do Cemitério Marinho'

15/06/2010

... sina ...


...Vas a vivir dos vidas, no una sola. Te vas a casar, harás hijos... pêro distintos. Vas a viajar... muy lejos. Vas a amar, muchísimo, vas a sufrir y harás sufrir. Al final, te perderás, te encontrarás, no sabría decirlo, pêro la decisión será tuya. El camino lo harás tú...

la ciganita