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20/08/2011

...aprendi?...


Aprendi a amar menos, o que foi uma pena,
aprendi a ser mais cínica com a vida,
o que também foi uma pena, mas necessário.
Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal

02/08/2011

...passou ou ficou?...



Passou...
o tempo, a dor, a falta, a saudade...

Ficou...
o gosto amargo da ingratidão,
as lembranças tristes das palavras duras
e as cicatrizes que a tua maldade me causou.



a.vasconcelos

05/04/2011

... até breve ...


... não foste tu que morreste ... fui eu ... renascerei outra ... quando tiver forças para voltar ... mas nunca mais o que era, antes de ti, meu amor mais pequenino ... até breve

02/03/2011

...por ti...


adeus meu amor
vou embora deste lugar, desta vida a que não pertenço

àqueles que um dia sintam a minha falta só desejo tudo de bom
ficarão muito melhor sem mim
não espero compreensão nem perdão
pois sou eu quem falho aqui
não consigo mais ficar

tu desistes de continuar comigo
eu desisto de continuar sem ti

levo-te em mim
parto com a angustia de saber nunca ter sido amada
deixo-te a alegria de saberes que te amarei para todo o sempre

e vou
porque preciso de amor
e não há aqui amor pra mim
não consigo respirar assim
e se é pra morrer de amor
que seja por ti

14/01/2010

...se eu amanhã não vier...



Se amanhã eu não vier, não penses que o fiz porque quis. Muito menos porque seria o melhor para nós. Definitivamente, esta não seria a nossa melhor solução. Mas se amanhã eu não vier, lembra-te do homem que tu bem conheceste.
Não recordes apenas daquele que partiu sem sequer se despedir, pois ele não teve escolha. Lembra-te do menino que sorriu por diversas vezes ao teu lado, e até chorou contigo muitas vezes. Lembra-te daquele que perdia o sono quando sonhava que te perdia. Não lembres somente daquele que te escreveu esta carta, sem ao menos dar um beijo antes de ir. Não, isso é tudo o que eu menos quero.

Quero que te lembres daquele que dividiu segredos contigo e não se sentiu mais fraco por isso. Ao contrário, ficou ainda mais forte. Pensa no menino que disse baixinho que te amava e que enfrentou sempre tudo e todos para provar que o que dizia era verdade. Não penses que ele partiu por ser covarde, não, isso não foi com toda a certeza. Talvez ele tenha partido para poder voltar um dia, mais forte e mais completo, já que agora não pode fazer o bem como o quanto gostaria. Ele até poderia olhar nos teus olhos antes de o fazer, mas ele não queria um adeus, uma despedida cheia de lágrimas e de abraços que pareceriam os últimos.
Ele preferiu deixar-te esta carta e com a promessa de que ele voltará, um dia, e que a despedida nem se faz necessária, porque ele estará sempre contigo. Ele só quer que te lembres dos momentos que dividiram, dos sonhos, das confissões feitas entre tantos carinhos. Sim, ele partiu, mas nunca irá embora. Ele irá olhar-te por entre os olhares nas calçadas das cidades, e irá ver-te em cada centímetro de si mesmo. Ele quer lembrar-se dos sorrisos e dos risos, das piadas que ninguém mais entendia, só vocês. Ele quer lembrar do modo como conversavam, do modo carinhoso como chamavam um ao outro, daquele olhar que brilhava quando vias ele a chegar. Ele quer sentir a saudade, mas saber que ainda são um do outro. Ele só não quer deixar que a proximidade mate o amor aos poucos, e é por esse amor que ele decidiu partir.
Mas deixou a maior parte dele contigo, desde o primeiro beijo que te deu. E mesmo que ele quisesse, não poderia ir tão longe. É como se quilómetros os separassem enquanto um centímetro os aproximasse. Vocês estarão à distância de um amor.
 
in,
 as palavras que nunca te direi

16/12/2009

...está tudo gasto...



E eu gastei as horas e os tempos em volta, gastei os espaços que preenchemos com beijos, gastei tudo e tive tudo em tão grande número que me perdi a contar-te em cada canto por onde ainda caminho.

E gastei-te a ti nas vezes em olhava a tua fotografia, gastei a boca a beijar-te nos espaços ocos e vazios, gastei-te os olhos a olhar-te nos sonhos presentes que me preenchem, gastei-te as mãos nas minhas, aquecendo-as e mantendo-as sempre seguras.
Gastei tudo amor, não sobrou nada e tudo o que eu gastei uma charada que o meu pobre coração não soube decifrar, depois de tudo eis que me encontro agora, olhando o espelho vejo-me a outra face já negra e gasta por medos e desânimos.
Que mundo é este amor? Que tempo me pertence agora? Nem os meus sonhos são o presente que julgava, nem um futuro, nem um dia de amanhã que seja, apenas a permanente loucura de me saber viva sem ti, com o corpo abandonado e sem esperança, com o rosto cravado pelo pecado de te amar tanto mesmo depois de te ter gasto.
E porque te amo deste amor tão grande faço de conta que te tenho ainda, rasgo o silêncio e perco-me em gritos da alma dados pela boca desta face que chora. O choro é o meu ponto de encontro contigo e com a vida, no choro percorro o meu destino mesmo com o corpo nu rasgado de ausências e distâncias.
Cubro os meus medos com os dias felizes que vivemos, com os sorrisos maravilhados e doces, com o rosto coberto de alegria, com tudo o que era e agora é nada, absolutamente nada onde me agarrar, para me ser na totalidade.
E como dói, meu amor, ter-te ainda em mim e não ter forças para me erguer, porque me pesa no lugar do coração todo o amor que deixou de ser, dói tudo o que já não é e não dói nada.
Gastei tudo amor, gastei tudo com as palavras e os silêncios que não te dei, gastei tudo, até o amor que te tenho tanto que faz com que me odeie assim de uma forma tamanha por não ter sido capaz de me manter em ti.

fez-me lembrar de nós, e não só, também do adeus de eugénio de andrade este texto da

20/10/2009

...Adeus...


foto de marta mendes


Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.

E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

10/07/2009

entreguei-me e não me devolveram

Ninguém é dono da tua felicidade,
por isso não entregues a tua alegria,
a tua paz,
a tua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém.

(Aristóteles)

Sei que aqui virás pelo menos uma vez, e saberás, porque nunca mais eu voltarei...

Porque foi essa a tua vontade, porque preferiste silênciar-me e dar as tuas palavras a outras pessoas que agora admiras, e continuar a dar a outras pessoas que já antes amavas...

Com o tempo e espaço que livremente arranjaste para os outros deixou de haver tempo e espaço forçado para mim aqui, de onde leváste tudo o que era teu e deitáste fora sem devolver uma única palavra...

Devolvo-te as lágrimas. As que dizes que alguma vez choraste, por sentir quem sabe saudade de mim, e encerro este blog...

Até depois da morte de tudo o que me fizeste sentir... até lá nada mais me chama aqui.

Depois de muitas reticências e ponderação "fecho a porta a onde não mais quero entrar" onde tudo o que me faz lembrar de ti me fere com a mentira que foste até hoje, e abro uma nova janela... porque depois de ti ainda sobra muito de mim...
Mas nunca mais aqui...nunca mais pra ti...

08/07/2009

Pus o meu sonho num navío

navío fantasma


Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo meu sonho,
dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.


01/07/2009

...fácil de entender...?!?...

Talvez por não saber falar de cor, imaginei
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós...
sei lá eu o que queres dizer.
Despedir-me de ti,
"Adeus, um dia, voltarei a ser feliz."

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse
era fácil de entender.

Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Triste é o virar de costas, o último adeus
sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim,
tratar de mim, olhar para mim...
Escutar quem sou
e se ao menos tudo fosse igual a ti...

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse
era fácil de entender.

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse
era fácil de entender.

É o amor que chega ao fim.
Um final assim, assim é mais fácil de entender...

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse
é mais fácil de entender.

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse
era fácil de entender.

...Seja onde for...

imagem in wordpress.com

Qualquer dia, qualquer hora
Agente se encontra
Seja aonde for, pra falar de amor

Qualquer dia, qualquer hora
Agente se encontra
Seja aonde for, pra falar de amor

Pra matar a saudade,
Da felicidade
Dos instantes que juntos passamos
E promessas juramos

Reviver os momentos
De sonho e de paixão
Das palavras loucas
Vindas do coração

Meu amor
Ah se eu pudesse te abraçar agora
Poder parar o tempo nessa hora
Prá nunca mais eu ver você partir
Meu amor...

Meu amor
Ah se eu pudesse te abraçar agora
Poder parar o tempo nessa hora
Prá nunca mais eu ver você partir

(Meu amor)

Música: Os Amantes (1977)
Autoria: Sidney da Conceição / Lourenço / Augusto Cesar
Interpretação: Luiz Ayrão

25/06/2009

...até ao fim do fim...


Então está tudo dito meu amor
Por favor não penses mais em mim
O que é eterno acabou connosco
É este é o princípio do fim

Mas sempre que te vir eu vou sofrer
E sempre que te ouvir eu vou calar
Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar

Até ao fim do fim eu vou-te amar

Então está tudo dito meu amor
Acaba aqui o que não tinha fim
P'ra ser eterno tudo o que pensamos
Precisava que pensasses mais em mim

P'ra ti pensar a dois é uma prisão
P'ra mim é a única forma de voar
Precisas de agradar a muita gente
Eu por mim só a ti queria agradar

Mas sempre que te vir eu vou sofrer
E sempre que te ouvir eu vou calar
Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar

Até ao fim do fim eu vou-te amar

Fado com Letra de Tozé Brito,

24/06/2009

a oferenda

imagem na net


Aquele tempo em que te procurava...
Por isso
Tanto andei,
Tanto vagueei,
Tanto esforço para encaixar o grande no pequeno,
E o quadrado no redondo.
Esculpindo artes bonitas,
Cópias de um sonho
Que não chegaram jamais à veracidade...
Já me contentava com o congénere,
Quando finalmente nos encontramos.
Meu olhar brilhou e passou
A iluminar nosso caminho.
Meu coração bateu forte,
Seguiu, ritmado, nossos passos.
Nenhuma ameaça existia,
Mas nós nos incumbimos de produzi-la.
As conquistas passaram a ter
Conotação rotineira.
O belo tornou-se vulgar,
As diferenças, interessantes na discrepância,
Foram crescendo e incomodando.
Não te quero mais...
Não com a distância
Nos confundindo
Vou buscar outra promessa,
Que eu possa amar
E que este amor
Produza ameaças
Fabrique certezas
Na oferenda de um corpo se abrindo

19/06/2009

...é tarde...



É um adeus...
Não vale a pena sofismar a hora!
É tarde nos meus olhos e nos teus...

Agora,
O remédio é partir discretamente,
Sem palavras,
Sem lágrimas,
Sem gestos.

De que servem lamentos e protestos
Contra o destino?
Cego assassino
A que nenhum poder
Limita a crueldade,

Só o pode vencer a humanidade
Da nossa lucidez desencantada.

Antes da iniquidade
Consumada,
Um poema de líquido pudor,
Um sorriso de amor,
E mais nada.

Miguel Torga

17/06/2009

Esquece-me

Ama-me ou Esquece-me...


Esquece-me!
Enterra-me no teu coração
junto a tudo o resto que está morto,
mas leva-me flores de vez em quando,
fala comigo quando quiseres,
quando sentires saudade...
...ajoelha-te no mármore frio da minha campa,
desliza os dedos na minha foto esmorecida,
põe um lírio pálido sobre mim,
verte uma lagrima
e parte de novo...
volta para a tua vida...
deixa-me aqui onde pertenço...
numa outra vida,
num outro tempo,
antes do nosso adeus,
antes de teres partido...
antes...
enterra-me no teu coração...
esquece-me!
Eu já morri para ti
e os mortos não amam,
são apenas recordações
a quem levamos flores de vez em quando...
esquece-me!

João Natal
02/05/03

citado por Nuno Branco


10/06/2009

...Desvio...


Já não se encantarão meus olhos em teus olhos,
já não se achará doce minha dor a teu lado.

Mas por onde eu caminhe levarei teu olhar
e para onde tu fores levarás minha dor.

Fui teu, foste minha. Que mais? Juntos fizemos
um desvio na rota por onde amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás de quem te ame,
do que corte em teu horto aquilo que eu plantei.

Eu me vou. Estou triste: mas eu sempre estou triste.
Eu venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

...Desde teu coração diz adeus um menino.
E eu lhe digo adeus.

Pablo Neruda

...hoje não...

imagem "Nuit" publicada por madalena
"Talvez um dia nós nos encontremos na rua e eu aceite a sua mão estendida e seu abraço caloroso. Talvez, então, você me mostre a foto do seu filho e eu comente que ele é lindo. Talvez, talvez, nos sentemos naquele boteco e possamos rir das nossas trepadas, e relembremos os velhos-bons-tempos-que-não-voltam-mais. Talvez eu chore um pouco de saudades daquela época e relembre o nome de todo mundo da turma, e possamos listar quem criou barriga, quem tem emprego público, quem come a empregada, quem embichou. Talvez só as boas recordações me assaltem. Pode ser que, então, eu já tenha esquecido as dores, que as mágoas sejam só lembranças e que seu rosto não me assombre mais. Talvez eu já não chore mais debaixo do chuveiro. Talvez eu passe a mão pelo seu rosto e meus olhos sorriam e nós possamos nos despedir prometendo contato, trocando emails e jurando encontros familiares em breve.

Talvez, algum dia. Hoje não. Hoje eu quero que você vá pra puta que o pariu."

Fal Azevedo

07/06/2009

...Coração entreaberto...

imagem em http://olhares.aeiou.pt/maluvik


nunca me disseste para esperar por ti
e embora me deixes presa
deixas sempre a porta aberta para eu sair
sair da tua vida, onde nunca entrei
e viver a minha vida lá fora
onde não sei estar
onde não sei mais ir
depois de tanto tempo aqui fechada
prisioneira deste amor
que não me larga
e do qual nunca aprendi a me despedir
...

porquê me fazes sempre isto?
...é sempre como acordar um sonâmbulo
esse teu até breve, que mais parece até nunca mais...

"o amor não morre, adormece, para acordar mais belo"

e dói incomensuravelmente este pesadelo
de cada despertar sem ti, de cada "não esperes" teu
a cada dia meu

os outros não são dias, não contam
e são eternos, demoram tanto
os teus dias

chegará um dia...o nosso dia?