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09/04/2013

Não tenho vindo...

Há quase um ano, que nada tenho para deixar aqui.
Quer dizer tenho, mas não tenho vindo.
Há voltas tão grandes que damos, que nos levam tão longe do que fomos, do que somos!!!
Tenho saudades de estar aqui, de ser aqui, tenho saudades tuas, minhas.
Quando voltas? Podem passar todos os tempos, que não me acostumo à tua ausência em mim...

malu

05/04/2011

... até breve ...


... não foste tu que morreste ... fui eu ... renascerei outra ... quando tiver forças para voltar ... mas nunca mais o que era, antes de ti, meu amor mais pequenino ... até breve

23/03/2011

...herança...

 filhos herdam promessas que pais não cumprem

(Enfim aqui estou,
Para sempre?
Não certamente,
Mas para ti, eternamente!!!)

Pai de Alex

17/03/2011

...longe...

"longe é um lugar que não existe"


estás no meu coração
e é assim que te quero

só espero
que o sintas bater por ti
e por ti o queiras libertar
não posso mais estar sem ti
faz-me bem meu amor

02/03/2011

...por ti...


adeus meu amor
vou embora deste lugar, desta vida a que não pertenço

àqueles que um dia sintam a minha falta só desejo tudo de bom
ficarão muito melhor sem mim
não espero compreensão nem perdão
pois sou eu quem falho aqui
não consigo mais ficar

tu desistes de continuar comigo
eu desisto de continuar sem ti

levo-te em mim
parto com a angustia de saber nunca ter sido amada
deixo-te a alegria de saberes que te amarei para todo o sempre

e vou
porque preciso de amor
e não há aqui amor pra mim
não consigo respirar assim
e se é pra morrer de amor
que seja por ti

24/02/2011

escolhas


Há quem tenha dito que: "ter problemas é inevitável, ser derrotado por eles é opcional!"...

E se como diz quem sabe: "nós somos as escolhas que fazemos!", quero que saibas que eu escolho continuar a amar-te, mesmo que vás, mesmo que uma tentativa não tenha dado certo, porque acredito em nós...

Não escolhas impedir-nos qualquer chance de sermos felizes juntos...
Estou contigo, sempre
Espero que em ti

PS : sentimos muito a tua falta meu amor

12/02/2011

... abriga-me ...


abriga-me por favor
esta intempérie dá cabo de mim
abriga-me de mim
abriga-me em ti
e fica comigo

malu

21/06/2010

... O sentido ...

... a propósito dos pormenores que interpretamos, nao serem a maior parte das vezes coincidentes, entre o que tu e eu vivemos, vimos, lemos, escrevemos, dizemos, observamos, em cada situação e/ou alguém observou disse, escreveu, leu, viu ou viveu, sobre a mesma matéria, o mesmo acontecimento, a mesma circunstãncia, mesmo que noutro espaço, noutro tempo, ou ali mesmo a nosso lado... 
malu


Não há verdadeiro sentido de um texto. Não há autoridade do autor. Quisesse dizer o que quisesse, escreveu o que escreveu. Uma vez publicado, um texto é como um aparelho de que cada um se pode servir à sua maneira e segundo os seus meios: não é certo que o construtor o use melhor do que outro qualquer.

Paul Valéry,
in 'A Propósito do Cemitério Marinho'

08/06/2010

... fazes-me bem ...

"Faz-me bem apanhar vez ou outra a chuva da vida."

(Henry Longfellow)

Chovia miudinho... um frio de cortar e o mar ali, sózinho... no meio das flores, da areia negra que chamam de terra de jardim... no meio do dia, no meio do trabalho de contar e verificar espécies  e mais espécies de plantas, arbustos, e herbácias tão pouco  de diferenças identificáveis que, até parecia uma missão impossivel... e, o vento parou a minha atenção... o cheiro da natureza nas minhas mãos levou o meu pensamento até ti... e confirmei que estás em mim ...

(Marta Luis ) 
Hoje na Praia de Paredes de Vitória

24/03/2010

...o amor é ter medo e querer morrer...




"fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer... o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos... o amor é ter medo e querer morrer."

de, José Luís Peixoto
in A Criança em Ruínas

(ainda bem que alguém consegue escrever o que eu por mais que o faça não consigo exprimir... é desconcertante, ler e identificarmo-nos tanto com o que ali está... por isso sou menos que fã, e mais que admiradora... sou peixoto inteira... obrigado josé luis por partilhares o que a tua alma tem de comum com a minha. sinto-me menos desigual quando te leio...)

24/02/2010

... o tempo sem ti ...




não imagines cíume em mim, do tempo que passas a fazer as coisas que gostas e com as pessoas de quem gostas... tem apenas a certeza da dor em mim, do tempo que passa, sem ti

não é intolerável, mas condiciona a minha alegria, cada oportunidade que deixas passar com o tempo, de estar comigo, de me lembrares o amor, de me fazeres sorrir
é apenas mais uma oportunidade que me obrigas a perder, de estar contigo, de te lembrar o amor, de te fazer sorrir

e quando eu já não estiver cá, não terás mais tempo, pra me dar valor
para ti
da xana

02/01/2010

...renascer...



os anos passam e desta vez, não consigo fazer um balanço... prefiro esquecer 2009 - o  ano que o resto de tudo me tirou, e sendo assim apenas brindo ao revellion, espero que tenha sido ou que venha a ser mesmo renascer para 2010

e apenas deixo, mais uma vez, a certeza de que estou viva apesar de mais só do que nunca, a promessa de que continuarei a voar livre e a voltar sempre e enquanto o meu pequeno princepe precise de mim, o pedido de que nada mais me tirem, nada mais me dêem...apenas, deixem-me estar...

fernão capelo gaivota... continua a ser um dos meus livros favoritos, e neste momento, o eleito entre os vários, mais uma vez... um livro tão pequenino, que só ele, consegue iluminar-me num estágio tão escuro como o que atravesso

feliz ano
malu



Aqui será a areia fina...a falésia...onde, entre voos, poisarei para descansar e meditar, depois voltar a voar entre o azul do mar e o azul do céu.

30/12/2009

...pranto...

já não choro sequer
já nada digo
passou todos os limites
parou o tempo
daquela dor
que era tua

já não sei se minha

malu




(...) Há chorar com lágrimas, chorar sem lágrimas e chorar com riso: chorar com lágrimas é sinal de dor moderada; chorar sem lágrimas é sinal de maior dor; e chorar com riso é sinal de dor suma e excessiva.

(...) A dor moderada solta as lágrimas, a grande as enxuga, as congela e as seca. Dor que pode sair pelos olhos, não é grande dor; por isso não chorava Demócrito; e como era pequena demonstração da sua dor não só chorar com lágrimas, mas ainda sem elas, para declarar-se com o sinal maior, sempre se ria.

Nada digo que seja contrário aos princípios da verdadeira Filosofia e da experiência. A mesma causa, quando é moderada e quando é excessiva, produz efeitos contrários: a luz moderada faz ver, a excessiva faz cegar; a dor, que não é excessiva, rompe em vozes, a excessiva emudece. Desta sorte a tristeza, se é moderada, faz chorar; se é excessiva, pode fazer rir; no seu contrário temos o exemplo: a alegria excessiva faz chorar e não só destila as lágrimas dos corações delicados e brandos, mas ainda dos fortes e duros.

Padre António Vieira, in "Sermões"

19/12/2009

...Já pensaste num nós ?...

....Perguntaste-me tu....

Se não fores tu a magoar-me ou eu a magoar-te, outros o farão...
Já pensaste nisso? - acrescentei-te eu....

no meio do sono, e do embaraço, ambos ficámos sem resposta...
ainda bem que há músicas que falam por nós...



a "canção do engate" de António Variações é das mais intemporais que conheço...

no momento só há uma diferença... não buscávamos por ele,

mas acontece aos melhores!!!

14/12/2009

...essa tal de liberdade...



ficas muito mais aliviado achando que me fizes-te um grande favor, não é?

assim seja: não tenho porquê desejar-te mal, desapareço do teu mapa, e ao menos um de nós segue ... muito mais feliz !!!

não mais tens que te preocupar com o mal que me fazes, não mais tens que te marterizar com o bem que não me fazes, não mais tens que desculpar-te, não mais tens que sentir-te preso, não mais tens que lamentar-te, por tudo o que não quiseste... essa tal de liberdade, que te parece que me fica bem, foste tu que escolheste, por isso não venhas agora dizer-me como eu estou... eu é que sei, e se é bem ao mal, não é coisa que te interesse...

jurei a  mim mesma nunca mais chorar nem por ti, nem contigo,  por isso podes desistir de mais alguma vez na vida vires dizer-me, que não querias fazer-me chorar, não querias ver-me ou ouvir-me chorar... isso não vai mais acontecer

vou sempre sorrir pra ti... agora se vou estar feliz, ou não... não irás saber... não me mereces saber !!!

09/12/2009

... leva-me ...




leva-me daqui

entre esta linha e a próxima

só estou capaz de odiar a vida

já não te odeio, já não me odeio

já não sei o caminho pra lado nenhum

a que horas passa a carruagem ... que horas são ?


malu

07/12/2009

... o almas da minha alma ...

apenas uma pequena explicação... a pedido de várias famílias...



sim ... tanto neste como no outro blog... agora apresento apenas pensamentos, excertos, passagens, e palavras e momentos que me marcam, de outros autores ... ( é mais uma fase... como sabeis, não há estática em mim )

já lá vão meses e anos, sempre a exteriorizar os sentimentos que as palavras me provocam, e a partilhar, quer aqui quer no (depois de tudo)...

não se trata de exibição do ego, nem de auto promoção, até porque, tudo o que transmito, é mais ou muito mais triste e, tudo o que escrevo, é doloroso e melancólico, e por vezes motivo de dor, e não de orgulho, talvêz por isso, sinta a necessidade de pôr cá pra fora, se não rebentava a maior parte dos meus dias...
não são dias negros...credo...não vivo num purgatório... mas, sinto muito profundamente as coisas ocas, as coisas cheias de nadas que me corroiem , tanto que chegam à destruição da mente, da alma... e não valorizo tanto os bons momentos quando escrevo: numa palavra... dramatizo sim... e muito... e só escrevo quando estou mal... o que nestes ultimos meses ou anos, tem sido uma constante na minha inconstância...

tudo isto para dizer que, passado este tempo, em que escrevia, publicava, ouvia, lia e publicava, e misturava, e desistia de um blog e começava outro, e emaranhava tudo de novo, e voltava aos dois, e nunca me desfiz de nenhum, nem deste nem do depois de tudo... achei que já não fazia sentido escrever quer num quer no outro (o que não quer dizer abandoná-los apenas que o que escrevo eu, tem agora outro lugar ).
Não quer dizer que não continue mal, que não continue a escrever compulsivamente... mas tenho desde há pouco tempo esse outro "caderno virtual", ou seja outro blog, onde publico apenas, textos de minha autoria.
os actuais e os já publicados em blogs e sites diversos, ou os apenas deixados na gaveta anteriormente em outros meus cadernos.

um dia... quando me cansar de escrever... o almas da minha alma, é o único livro, que não deixarei ler.

o reticências e o depois de tudo continuam, porque é no que vivo e leio e acompanho que me revelo também... mas o que escrevo eu, fica e sai das almas da minha alma.

eis a nova morada :

apareçam
como sabem
detesto a solidão

03/12/2009

...distraida...

a cada ano que passa, é-me escusado fugir, que vou sempre questionar-me  - quem me fará "sentir"? -  e nunca ninguém como ele... como este senhor...  que partiu deste mundo, no dia em que eu vim ao mundo, e está sempre em mim, de cada vez que escreve, de cada vez que me descreve... este foi a "minha" pessoa !
malu


Se eu morrer novo,
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.

Se assim aconteceu, assim está certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oiçam isto:

Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação

Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

Não desejei senão estar ao sol ou à chuva
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,

E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão

Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.

Sentir é estar distraído.
Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos

(se eu morrer novo)