31/01/2009

...preguiça...

A leitura após certa idade
distrai excessivamente o espírito humano
das suas reflexões criadoras.

Todo o homem que lê demais
e usa o cérebro de menos
adquire a preguiça de pensar.



e eu...
estou deveras preguiçosa
tento distrair-me por estes dias
de outra forma nem conseguiria estar...

mas não... não se iludam
a preguiça dá muito trabalho...!
principalmente a recuperar, tudo o que nos faz perder...
se é que é possivel entre perder e ganhar
balancear...

30/01/2009

...na boca do mundo...

Se a chama chega,
E ninguém chega à chama
De que vale arder?

Se o barco parte sem velas,
De que serve a maré?

Não se mostra o trajecto
A quem parte para se perder

Não se dá boleia
A quem precisa de ir a pé

E é como quando pensas que estás a chegar
E não deste um passo

Onde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma Fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa

Hoje até o ar anda cansado
Preciso de um enigma
Para pôr fim ao propor

Não sei o que me deu, não costumo estar assim
Desço a rua que passa, rente à boca do mundo

Sinto a vida que passa
E os rumores que circulam na boca do mundo

Onde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma Fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa
E é tudo o que faço
E é todo o meu cansaço
Por fim, por fim…

Onde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma Fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa
É tudo o que faço
E é todo o meu cansaço

E é tudo o que faço
E é todo o meu cansaço
Por fim, por fim…

Sinto a vida que passa
Na boca do mundo,
não se sabe quem é quem…


(Mesa - Para todo o Mal)

...chuva...


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

29/01/2009

...vigora...


Eu não estou preparada para a solidão.
Esta solidão constante para mim, é como uma falta de ar...

Hoje li algures que,
num relacionamento há dois tipos de silêncio:
O primeiro é o silêncio de comunhão,
que representa o encontro do essencial,
onde o dois se torna um.
Um silêncio que dispensa e transcende as palavras.
E existe um segundo silêncio,
que é o silêncio das palavras não ditas.
O silêncio onde cada parte habita uma ilha própria, isolada.
Um silêncio onde nem os suaves movimentos da alma são partilhados.

Como partilhar contigo o meu amor, se não o posso gritar...?
Mal vai o amor se não se diz tudo ... também li,
nesta mesma mensagem que circula mundo a fora,
e da qual retive este silêncio...

Mais: Também li, por aí que,
quem lê muito,
é porque não consegue pensar
pela sua própria cabeça...

Será que estou a ficar limitada?!

27/01/2009

...conversa entre mudos...

estou cansada do silêncio
quantas vezes é preciso gritar pra me ouvires...?!

"...quando um dia falarmos deste amor que pairou sobre as mãos entrelaçadas, ninguém entenderá este silêncio que se sobrepôs ao grito do teu peito, ninguém entenderá este poema que narra o desespero de não te ter aqui, neste instante em que te amo, mais e mais, clandestinamente, e em silêncio..."


(in A Linguagem do Silêncio)
Postado por Mitsotaki em Outubro

...pirete...

Anónimo disse...

"sem ti não existirei mais...nem quero!"
Se não fosse anónimo, responderia, nem eu meu amor, fica!!!
se anda por aí uma carapuça...?!... enfia-la !!!
Não quero mais anónimos identificados na minha vida:
Se são anónimos, nada têm a ver com ela...
Se não são anónimos, não têm a coragem de a ela pertencer...
E depois acusam-me a mim de falta de coragem ?
Daaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh

...presunção de amar...

Contesto a presunção de amar.
Entenderás algum dia porque sou agnóstico?

Tomam-me por descrente, desapaixonado, céptico, eu próprio não me sinto a transbordar de vida. Mas que não haja revolta no sentido para a pacificação.

Admitir que foram as desilusões que me trouxeram em braços seria aceitar que me deixei trazer. E sei que assim não o foi.

Não invejo os que dizem amar, nem alimento a arrogância de mestre.
Não tenho ensinamentos nem palestro. E ainda assim, que se confunda introjecção por apatia estanque traz-me o lívido sabor de injustiça.
Não é uma justificação. É um testemunho. Não serei outro depois dele.

O querer não deixará jamais de se fazer sentir profundo.

Debato-me entre a comiseração e o orgulho do só.
O olhar tem vida própria, remete-me aos espaços questionados.
E o que me segreda sabe da arte do quebranto.
Cínico, não se inibe de se fazer ouvir pela voz que não é sua.
À noite, especialmente.
Há noites não tão escuras, sossegos não tão solitários.
Há tempo que se condensa neste que aparentemente vês.

Mas não. Este que vês não é o que Sou.
Milhares de mim, se havendo quantificação, permeiam-se em múltiplas e simultâneas direcções. Em cada acto, sublima-se o mais exposto.

Sou um espectro.

by creux ame

26/01/2009

...sózinho...



Hoje e agora, é esta, que não me sai da cabeça...

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Sozinho
Caetano Veloso
Composição: Peninha

...Amália...

O filme...
Sim estreou em Novembro, mas só ontem fui ver...

Sim gostei, aliás, gostei muito apesar das falhas técnicas, e de estarem mais séniores e veteranos do que gente jovem, ou crianças como eu, e houve uma cena entre outras que me identificou com a verdade da sua história de vida, nesta primeira vez que vi, porque sei que vou repetir...

Neste filme, outro filme baseado na vida da Amália que encantou o mundo com a sua voz, vi o que já sabia, como era obcecada pela morte, e como superou ou não, ou melhor ou pior, uma desiquilibrada passagem por este mundo, que não era o seu...

Uma diva, sim, daquelas que diziam que, "a mim, ninguém me diz o que eu devo fazer da minha vida"... como algumas pessoas que tão bem conheço, e reconheço que uma delas até vive em mim...

O filme começa com a cena em que vai matar-se... mais uma vez... Na varanda da suite, depois de tudo... o que depois é semi-mostrado...

A reter... aquele diálogo em que deprimida pergunta uma vez mais :
_ Porque é que eu não posso ter uma vida normal, como a das outras pessoas ?!
E a resposta é dada, como que nos é dada a nós, que nos sentimos iguais:
_ Você não pode ter uma vida como as outras pessoas, porque você não é, como as outras pessoas Amália...!

Pois bem... assim seja, com toda a dor e alegria que isso acarreta.
Devo sentir-me feliz, por ser diferente... devo sentir-me especial....!?

É mais normal, do que julgamos, esse sentimento...
Obrigado por existires Amália, apraz-me dizer-te agora, se é que me podes ouvir.

Ao menos, já não me sinto tão só, neste mundo...!
Acredito que, quando está acordado realmente, Deus, só leva, os que ama!

Malu

25/01/2009

... Inútil...


A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais do que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar. Para a maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer, como de resto a maior parte dos seres humanos. Porém, para esta gaivota, o mais importante não era comer, mas sim voar, saber mais, conhecer mais 'alto'.

Mais que tudo, Fernão Capelo Gaivota adorava voar. Mas, como veio a descobrir, esta maneira de pensar e de ser diferente não o fazia muito popular entre as outras aves, em especial dos 'chefes do bando' que o observavam desconfiados. Até os próprios pais se sentiam desanimados ao verem que Fernão passava os dias sozinho, a experimentar, a cogitar, fazendo centenas de voos...

Não sabia porquê, mas, por exemplo, quando voava sobre a água a uma altitude inferior ao comprimento das suas asas abertas, conseguia manter-se no ar durante mais tempo e com menos esforço. Os seus voos não acabavam com o habitual mergulhar de patas abertas no mar, mas com um pousar leve, de patas bem unidas ao corpo. Quando começou a pousar em pé sobre a praia e depois a medir o comprimento da aterragem, os pais ficaram deveras preocupados.

-Porquê? Fernão, porquê? - Perguntava-lhe a mãe - Por que não podes ser como o resto do bando? Por que não deixas os voos rasos para os pelicanos e para o albatroz? Porque não comes? Filho, és só penas e osso!

-Não me importa de ser só penas e ossos, mãe. Só quero saber aquilo que consigo fazer no ar, e o que não consigo, mais nada. Só quero saber.

-Ouve lá, Fernão - disse-lhe o pai com bondade - O Inverno aproxima-se, haverá poucos barcos e o peixe das superfícies irá para zonas mais profundas. Essa história dos voos está muito bem, mas sabes que não te podes alimentar só disso. Se tens mesmo de estudar, então estuda a comida e a forma de a conseguir. Não te esqueças que a razão por que voas é comer.

Fernão baixou a cabeça, obediente. Durante os dias seguintes tentou comportar-se como todas as outras gaivotas, tentou mesmo a sério, disputando com o resto do bando a comida dos pontões e dos barcos de pesca, mergulhando para apanhar pedaços de peixes e pão. Mas não conseguiu.

"É tão inútil", pensou, deixando cair deliberadamente uma anchova, que lhe custara bastante a apanhar, aos pés de uma velha gaivota que o perseguia. Poderia ter passado todo este tempo a aprender a voar...
E há tanto para aprender!

(Richard Bach, Fernão Capelo Gaivota)

24/01/2009

...amar é raro...

cito e subscrevo:

Amar é dar,
derramar-me num vaso que nada retém
e sou um fio de cana por onde circulam ventos e marés.

Amar é aspirar as forças generosas que me rodeiam,
o sol e os lumes,
as fontes ubérrimas que vêm do fundo e do alto, água e ar,
e derramá-las no corpo irmão,
no cadinho que tudo guarda e transforma
para que nada se perca e haja um equilíbrio perfeito
entre o mesmo e o outro que tu iluminas.

Dar tudo ao outro,
dar-lhe tanta verdade quanta ele possa suportar,
e mais e mais;
obrigar o outro a elevar-se a um grau superior de eminência,
fulguração,
mas não tanto que o fira ou destrua em overdose
que o leve a romper o contrato
— o difícil equilíbrio dos amantes!

Amar é raro
porque poucos somos capazes de respirar
as vastas planícies com a metade do seu pulmão;

e amar é raro
porque poucos aceitam a presença do seu gémeo,
a boca insaciável de um irmão
que todos os dias o vento esculpe e destrói.

(Casimiro de Brito, in 'Arte da Respiração')

23/01/2009

...dás-me tudo...

Hoje para mim, és o que sempre foste, desde o dia que não sei precisar, e até ao dia que não sei precisar...
Hoje continuo a sentir-me mutilada e a sofrer, e continuo ainda a querer morrer no mesmo dia que tu, na mesma hora, e de preferencia de mãos dadas...

Sabes que não sei dizer porque te amo, mas amo... não incondicionalmente mas, por tempo indeterminado...
Sabes que não sou sadomasoquista, mas que todos os dias me dilaceras com a tua ausência, e eu deixo...

Trago comigo uma dor, um vazio e um inconformado grito de socorro que abre constantemente esse fosso entre nós.
Chamo uma desilusão, ao momento que se arrasta, por ter tido em ti uma ilusão, que queria transformar em verdade e, que não consigo.
Pedes-me coragem…pedes-me alento… e eu não consigo.

Porquê tanta confusão?

Porquê tanta prova, até ao ponto de me acusares de imaturidade, ou de não saber esperar…?!

Não,.não sei mais esperar…nem quero…
Mas nada mais posso fazer …e é por isso que desespero…!!!

Por um amor daqueles que dói, mas que se querem manter, porque se acredita que sim, que os bons momentos são válidos o suficiente, para todas as dores não os apagarem, apesar da ferida, da desilusão, da espera…da cruel espera…regada com ingratidão.

Dás-me tudo.
Desde uma imensa vontade de continuar...
Até uma gritante vontade de nunca ter existido.

Tenta dar-me um pouco mais...
Daquele dar, sem ter que ser pedido…
Para que este desenho, passe além do esboço,
preciso de um pouco mais...


malu, Alcobaca 23 de Janeiro de 2009

...sem razão...


"Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor."

As sem-razões do amor
(Carlos Drummond de Andrade)

...coragem, ou conformismo?!...


Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.

Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.

Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.

Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.

Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.

Faça com que a solidão não me destrua.

Faça com que minha solidão me sirva de companhia.

Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.

Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.

(Clarice Lispector)



Sim, Deus meu... faz com que eu aprenda a me conformar com
o nada...
hoje e ainda, eu não consigo...

...das utopias...

a nossa foto...às escuras

"Se as coisas são inatingíveis... ora!

não é motivo para não quere-las...

Que tristes os caminhos,

se não fora a magica presença das estrelas!"


(Mário Quintana)

20/01/2009

... há vida em mim...


Sim, é retirada da net esta foto

Sim, é de minha autoria a sua edição

Sim, sou mesmo eu há 4 anos atrás

Sim é a imagem do meu ventre

Sim, vivia nessa altura o Rafa dentro de mim...

Sim, são estas as minhas mãos

E foram estes os melhores dias da minha vida...

Tenho a certeza absoluta de que sim

Revelo uma vez mais, pra me não esquecer

Do meu grande, único e verdadeiro motivo de orgulho

Em pertencer a este mundo tão belo quanto cruel

Tudo o resto... é paisagem...!!!



malu

18/01/2009

...Erro meu...

Assalta-me a ideia essa tua marca
Como em relevo no meu existir
Não sei porquê, não quero que saia
Só anseio pra que não doa...

Quero-te em mim sim, mas não assim
Quero-te sem lágrimas e sem culpa
Sem isso que parece desespero
Sem isso a que chamam de medo

Não peço mais elasticidade ao meu corpo
Nem mais orientação aos meus passos
Mas falta-me esse espaço entre mim e ti
Desloca-se o meu coração entre fora e dentro

E ando e desando sem sair do mesmo
Sem poder correr sem medo de se soltar
Esse laço que deslaça sempre que te afastas
E repetes que estás mais perto que nunca

Factos reais não fazem a verdade
Amar-te... Sentir-me amada
Não chegam para fazer-me feliz
Mas descansa... ajudam muito...!!!

Meu erro é ser tão utópica...
Meu erro é querer demais...
O teu erro é gostar de mim...
O teu erro é esperar por mim...!

Malu
Alcobaça 18 de Janeiro de 2009

17/01/2009

...estática...

A estática

"A estática é a parte da mecânica que estuda as forças que atuam sobre os corpos em repouso e parte da possibilidade de se efetivar a combinação (composição) de forças, da mesma maneira que se faz com as velocidades. Sejam consideradas as forças P1 e P2 e a resultante destas R, todas elas agindo sobre um ponto material em repouso.
Para que o ponto material permaneça em equilíbrio é necessário que uma terceira força P3 aja sobre ele, possuindo o mesmo módulo e direção, mas sentido contrário a R. Esse é o procedimento básico da estática, que pode ser aplicado na análise de estruturas mais complexas. "

A Força

"Força é uma ação capaz de colocar um corpo em movimento, de modificar o movimento de um corpo e de deformar um corpo.
Uma força é formada pelos seguintes elementos (características):
- ponto de aplicação: é a parte do corpo onde a força atua diretamente.
- sentido: é a orientação que tem a força na direção (esq, dir, cima, baixo);
- direção: é a linha de atuação da força (horizontal, vertical, diagonal.);
- intensidade: é o valor da força aplicada. "


Agora...tentem transferir tudo isto da engenharia civil para um estado de espirito e, anotem como não estou...sim...também me sinto ausente...
Sem força, sem qualquer espécie de coisa no coração, na alma... um ponto, um sentido, e, a única intensidade que me pesa, é a da estática do momento que me corroi a alma, e me crema de desgosto... ou de marasmo.

beijinho da malu

14/01/2009

...relantim...


Estacionei...
Não me sinto perdida
Não me sinto apressada
Não me sinto stressada
Não vou hibernar

Mas também ainda não sei, para onde vou...
Como sempre e como todos, só sei ainda que, não vou por ai...

Lá fomos...lá fui
Lá me enchi de nada
Lá me despejei de tudo um pouco...
E estacionei como já antes disse,
A vida segue dentro de momentos!

Quando chegar à velocidade cruzeiro...
Talvez já ninguén me consiga apanhar
Mas também não sei quando parto...
Não posso marcar hora , mas também não posso adiar...