"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida,
há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata."Clarice Lispector
"... as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..." Quintana
27/11/2008
...medo...
26/11/2008
...refém...
Não me apetece pedir-me nada,
Não pretendo torturar-me hoje
Rebentaram as forças do meu sangue
Que já não alimenta alegremente o meu corpo
Não me inquieta a rebeldia de outrora
Que já não aquece nem faz pulsar meu coração
Meus olhos baços fechados, era-me o bastante
Não me já dói sequer cansá-los mais
Não sei mais procurar-te hoje
Esgotaram os lugares vagos onde te escondes
Onde não posso andar a teu lado
Não entendo como me manténs refém
Onde em cruel liberdade me aprisionas
Ter-te comigo ao acordar era-me o bastante
Não me digas que o não podes hoje
Não me digas que o não sabes quando
Dilaceras o meu ser, a minha alma
Que já te não têm, e têm sempre em mim
Não me é mais nem menos, essa dor
Que já te não vê, e te sente assim …
...querer animal...
...ferve...
22/11/2008
...grito...
Estou num enorme silêncio,
Tudo à minha volta é silêncio
Estou só,
As coisas que me rodeiam são silêncio,
Tudo está parado no devido lugar.
Silêncio, Silêncio, Silêncio…
Até que me farto e…
Grito: AMO-TE!!!
Estou farta deste silêncio,
Preciso de te dizer que te amo.
Tenho necessidade de o gritar
Grito o amor que sinto por ti,
Cada vez mais alto,
Na esperança de me ouvires.
Estejas onde estiveres
Com quem quer que seja.
Vais-me ouvir!?
E vais ficar em silêncio,
Ou apenas
dizes que também me amas?
By: Ana Rendeiro
18/11/2008
...Vivo, vivíssima...
Publicado em O Caderno de Saramago
14/11/2008
...doce...
... "dou-te um doce...
em troca de um beijo
salgado"... lá ra la la lai la
Manjar dos Deuses - venceu o 1º prémio da mostra dos doces conventuais,
este fim de semana em Alcobaça.
vê aqui...como foi...
http://www.tvfatima.com/portal/index.php?id=1479
Lá vamos nós, assim que der, manja-lo
à pastelaria Alcoa...no rossio...
Vens ?!
10/11/2008
...
Hoje doi tanto, que tive que vir aqui... E rendi-me à colocação de uma imagem que retiro da net, a tentar explicar-me, quando me faltam as palavras...
Dizem que uma...vale por mil... Entendes-me ? O meu coração, não aguenta mais!!!
06/11/2008
...silêncio da tua ausência ...
"Espero-te ...Todos os dias . Será a minha espera vã ?... Será sempre assim ?
Que mais posso pedir-te ? ... Poderei pedir ?... Deverei ? ...
Tu és aquele que eu devia ter tido medo de amar ...
Tu és aquele que amo sem medo .
Tu és aquele de quem eu devia ter fugido ...
Tu és aquele para quem mais quero ir .
Posso pedir-te inocentemente que acredites
no sonho , isso posso ...
Sinto-me só , meu amor .
A realidade levou-te já há alguns dias para longe de Nós .
Estou só ... Porque nestes dias tudo é mais pesado ,
tudo é mais verdade que Nós .
Estou triste ...
Que será de mim contigo ?
Que será de mim sem ti ?
Quantas questões ...
Sinto as minhas mãos demasiado vazias,
num vazio que não faz sentido .
Porque nos amamos tanto,
porque nos queremos não para
hoje ou amanhã, mas para sempre .
Só queria adormecer nos teus braços hoje .
Só queria acordar neles amanhã .
Ver-te sorrir nesse sorriso transparente que tens.
Queria encontrar-me nos teus olhos todas as manhãs ,
na certeza serena e doce de que me pertences, de que te pertenço .
É tão fácil amar-te mais todos os dias .
Tu és feito de doçura , generosidade , bondade , beleza.
Foi tão fácil sonhar-te . Deixar que sonhasses comigo ...
Mas é tão dificil não pensar, não questionar,
não me sentir só, perdida sem ti .
E sei que a tua voz busca a minha
todos os dias ,
mesmo na distância .
Dás-me o que podes, roubando à tua vida momentos para Nós .
Mas nada chega para apagar esta ausência ...
este silêncio da tua ausência ... "
Publicada por paula em http://www.silenciodatuaausencia.blogspot.com/
(De mim pra ti...sempre senti nosso, este pensamento meu amor)
05/11/2008
...A Àmon...
Nenhum deles conhece a sua verdadeira natureza que não é revelada em nenhum escrito. Ninguém o pode descrever, é demasiado vasto para ser apreendido, demasiado misterioso para ser conhecido.
Quem pronunciasse o seu nome secreto seria fulminado...
Hino a Ámon , Mitologia Egípcia
04/11/2008
... não direi adeus ...
Não tenho vindo aqui...
Sempre que temos medo ou certezas intimas de que vamos perder algo ou alguém, é quando lhe damos mais atenção, mais valor, mais tempo, do nosso tão precioso e disperso tempo, por coisas e pensamentos e divagações tão mais fúteis ou menos importantes do que a do momento em que chegamos a essa conclusão, de que estamos a perder alguém que amamos...
É esse sentimento que me veste, nestes ultimos tempos, de perda, de dura perda, e de revolta.
É voltando a ler a carta que escrevi ontem, e voltando a chorar com ela, que me recuso a clicar no "enviar"...
Não... não direi adeus a essa casa, porque também é minha... já fui embora de muitos corações, de muitos lugares de muitos projectos deixados a meio, por me fazerem mal durante o caminho antes do fim, e me acobardar, e desistir de lutar, pra lá chegar.
Não direi adeus..
Não hoje, não agora...
Não mereço tanta despedida ao mesmo tempo...
Engulo a ferida que abriu, e mais uma vez tento sarar, com o remédio santo que é, olhar prá frente... e levantar a crista e continuar a marchar... pisando toda a porcaria que está a nossos pés, e onde se estavamos a deixar afundar...
Como será viver sem a rádio? Sem a minha rádio? pensei eu esta noite...
E entre olhar pra trás, e ver tudo o que já passei ali, naquele mesmo lugar, com aquelas mesmas pessoas de há quase 20 anos a esta parte, coisas más e coisas boas, e ultimamente mais más que boas, que me fizeram mais uma vez pensar em abandonar... e, em vez disso, olhar pra frente e me imaginar, sem esse bichinho dentro de mim a vibrar, o de comunicar, esquecendo tudo o resto, e vivendo a rádio, só pra mim, e me lixar pró que acontece atrás dos microfones, em off... preferi o segundo cenário...decidi...
Que se lixem, todos os que me querem ver pelas costas, também aqui...
Posso chorar, posso barafustar, posso vacilar... quase posso quebrar...
Guardo em rascunho, para me lembrar e me engordar, já que tudo o que não nos mata torna-nos mais fortes.
15/10/2008
...Tasquinhas...
A tradição afinal, nem nos mais “tradicionais” eventos da cidade, já não é mesmo o que era…!!!
“Casa de pasto ordinária.” É o significado definido no dicionário de língua portuguesa para a
palavra “Tasca”, não ordinária no sentido de “rasca”, interpreto eu, mas no sentido de comum, ou corriqueira.
Isto, nos tempos em que as tradições ainda eram o que eram…Quem nunca foi ouvir o fado e comer um bom caldo verde e uma bela duma chouriça assada a uma boa Tasca, sem sair de lá, menos de bem, ou mais mal alimentado, tanto culturalmente como gastronomicamente falando…?!
As Tasquinhas dos passados seriam um conjunto de barraquinhas de pasto ordinárias, que funcionavam por altura dos santos nos locais disponibilizados por freguesias e autarquias, no nosso caso no Merco, antros em que se saciavam as delícias dos visitantes desse mesmo espaço, onde pelo meio das compras dos frutos secos e outros para o dia do Pão por Deus e outros, e perante a animação cultural típica, se apreciava a arte de bem cozinhar em Portugal, e mais propriamente em Alcobaça, e em cada uma das freguesias com petiscos e doces em alguns casos genuínos e incomparáveis, e que deveriam considerar-se património imperecível.
Tasquinhas que estavam ali, a fim de proporcionar o maior prazer a quem come, o que de melhor e tradicional temos na nossa terra, trazendo à feira os pratos típicos e petiscos e valorizando a arte de comer bem e de apreciar os bons acepipes, acompanhados da prova da água pé nova, e de um bom punhado de amigos, e ladeados de animação cultural à medida da boa “tasca”…com direito a folclore e tudo, e onde se entrava de borla, para degustar e confraternizar, e se saia satisfeito com vontade de voltar.
Mais tarde, as nossas tasquinhas, passaram a ser de entrada simbolicamente paga, para evitar a concentração de grupos não resistentes ao abuso e não só prova da água-pé, e imunes aos horários e ás regras do bem saber estar entre os demais. Nessa altura, e logo ai, a maioria dos afluentes ás ditas tasquinhas protestavam, e sentiam-se cobrados de um direito anteriormente adquirido. Mas entenda-se que a inovação da entrada, veio para impor um certo calibre, e um certo bom-tom, que era exigível.
Este ano, a novidade cai que nem um balde de água fria no meio do povo, aquele que consome as tasquinhas e as vive na sua verdadeira essência, que é agora abandonada.
A feira de S. Simão, deixou de lado este ano as tradicionais tasquinhas, excluindo da festa as colectividades do concelho, que não acredito que não estivessem ou não se mostrassem interessadas. Com o decorrer dos anos, foram impostas a essas mesmas colectividades que traziam à feira o bom do petisco que não faz mal a ninguém ou aquele docinho de cunho pessoal das nossas e nossos excelentes cozinheiras (os) por ai distribuídas (os) por esses lugares de excelência suprema dos sabores, que agora são desvalorizados, em vez de enobrecidos… e esses tesouros perdem-se, assim como o perfume das tasquinhas de outrora.Anunciam-se “Pratos requintados, comida gourmet e produtos da terra”... Como “a proposta que a Autarquia apresenta para o novo conceito da Feira de São Simão”... E …”considerando os novos padrões de consumo, o Município assume o desafio de apostar num novo formato, e traz à Feira sugestões alimentares para um estilo de vida saudável e ecologicamente consciente.
Tudo bem! Que se considerem os novos padrões, mas que não se descurem os anteriormente existentes, tradicionais e bastante válidos. Onde vai estar o petisco, a iguaria, o pecado que é permissível em altura de festa?
Onde é que, pára a coerência, e o bom senso?
Onde é que daqui a mais uns dias, levar o povo a encher-se de doces e mais doces, se bem que conventuais e merecedores do nosso destaque, é promover uma alimentação ou um estilo de vida saudável?
O restaurante “vegetariano” pode entrar nas tasquinhas e na feira que era do povo, mas as colectividades saíram e as tasquinhas também?!
Onde é que isto é bom, para o nosso património gastronómico?!
Tudo bem que se sigam as tendências do novo conceito de nutrição humana, tudo bem que se promovam outros negócios agora na “moda” e bem-vindos como os produtos gourmet, os protegidos os biológicos, mas não se diga que se acaba com as tasquinhas, para promover os “Produtos Tradicionais e de qualidade”; esses e a sua confecção com mãos e tachos e frigideiras “da casa”, estão a ser postos de lado.
“Assegurar a visibilidade dos fabricantes e de produtos”, “promover recursos de forma a gerar crescimento económico e impulsionar o desenvolvimento local” tudo isso era possível, mantendo as tasquinhas…. Mas optaram por apagá-las do prospecto e excluir as colectividades do nosso mapa de boas paragens por Alcobaça durante o ano.
Este é um novo desafio que em tudo o que inova é de aplaudir, na minha opinião, e sei que não esquece os já habituais frutos secos, a animação que vai estar a cargo de várias actividades embora não conte com a presença de nenhum rancho ou grupo folclórico ou banda do concelho, como também já aferi no programa. Mantém até o artesanato e ainda a presença de restaurantes durante o certame.
Mas, na nova feira de S. Simão, não havia necessidade, de remover as tasquinhas! Isso não…!!! Mesmo tendo muitos pontos a somar, e desejo as maiores felicidades ao certame, este ponto marca pela negativa, esta nova roupagem!
Sei que vou visitar a feira de S. Simão este ano, e mesmo antes de entrar vou sentir falta dessa excelência de tasquinhas que as colectividades nos proporcionavam, uma vez que já se anuncia que, não estarão lá…
Mas é esta ausência, a prova maior de que estavam presentes, e que ali, era o lugar delas.
Não julgo severamente, porque em algum passo à frente sei que serei eu julgada com a mesma severidade, apenas acho que se é verdade que não de pode agradar a gregos e troianos, e apesar de concordar que temos que a pouco e pouco mudar, tentar educar e inovar, não devemos nunca esquecer ou ter vergonha das nossas origens…
E, o povo de Alcobaça é um povo de “bom garfo”.
Que o comprovassem até hoje, as tasquinhas...
03/10/2008
... enterra-me ...
Não é que eu tenha um mau perder, mas, é que...era bom demais para terminar. Toda a vida não chegava, pra te amar assim como eu te amo, e como não chega, nunca chegará... Um dia, já tinha avisado...eu cairia sim... quando me faltassem as tuas asas. Não era ainda esperado esse dia, mas de tanto esperar por outro dia, noutros dias em que me negaste o que num dia poderia bastar pra durar mais outro dia, e outro dia, um dia desses chegar ao fim... de tanto querer e não ter (não esse dia, mas o pouco a pouco em cada dia que me levaria a esse fim, enquanto esperava por esse dia) chegou entretanto sem avisar, o dia em que caí...
Esse dia foi hoje...é já de noite, e não tem luar...
E olha que esta não foi mais uma historia ... Não aconteceu... Não tem o dia a seguir, pra se contar Não foi uma página, não foi um romance inacabado... Nem sei se foi... ou se chegou a ser... Morri eu, sabendo que nem é meu nem morreu aquele amor que não deixaste viver...!!!
Agora, Dai-me tempo Amor para chorar... para esquecer, e quem sabe um dia...ressuscitar !
3 de Outubro de 2008
o dia em que não mais te digo adeus
02/10/2008
22/09/2008
...indisposição...
não saber exactamente onde estou...
desde que inventaram os mapas urbanos
onde se assinala um centro num pequenino círculo
onde se identifica o lugar e o "você está aqui"
que me sinto desorientada
completamente perdida nesta selva
Onde fica a tua rua meu amor?!
Indicas-me o caminho?
Fico fraca de esperar que o vento me leve ou que os trilhos se notem
para que possa perseguir um qualquer rasto
não há guias generosos e não passam transportes públicos
não há sequer luz, neste beco onde me deixaste
Vou estancar aqui
não consigo mais chorar
meu corpo já não me obedece
minha alma não me pertence
meu coração não me escuta
só bate...apaga-se...e bate...
e já nada mais me importa
Não sei
exactamente onde estou
e isso,
gera-me uma certa indisposição...!!!
Setembro 2008
Alcobaça
Malu
21/09/2008
...pesadelo...
que me ensurdece e leva o sono
quando uma hora qualquer me calar
esse grito que emana inconformidade
numa marcha feroz
que jamais me deixa acordar
Poderei até beijar-te de manhã
esquecida de tanta volta
nesses lençois que já nem sei se rasguei ou remendei
de tanto brigar comigo
no terror dessa velocidade
com que fugia de mim essa minha voz
Gritei tão mudamente e demorada
que poderei não ter ouvido...não vi nada
Ceguei o pavor de medo...
Sei que desatarei todos esses nós que me amarram
Só não sei quando o poderei finalmente...
Só serei livre dessa dor quando abrir os olhos
e tu esiveres aqui !
O amor é um pesadelo?! Não... não o deixes ser:
Não quero mais dormir,
não quero mais despertar
sem ti ...!
17 Set 2008
Malu
12/09/2008
...Nunca acredites...
Nestes meus esporos que só passam por ti
Nunca te levem ou te tragam
Minha alma é despojada
De sentimentos de qualquer espécie
Despeito tudo o que não consentes
Sei de tudo o que, ou não atinges
E não me presto a amortecer
Nada do que sou
Nada do que te fere…
Não são de mais ninguém,
Quase nem são minhas
As lesões de que padeço!
Nunca acredites
Que choro por ti…
Nem sequer por mim
Eu deito tréguas ao teu encanto
Ou alquebro o meu espírito, mutuante, ausente…
Nesta vida… nesta lida…
É por mim, que espero!!!
Marta Luis
12-Setembro-2008
Alcobaça
25/08/2008
... muda de vida ...
"Um poema não é uma coisa que se coloca sobre o teu dia como um condimento sobre o teu almoço. A vida de uma pessoa não tem material semelhante a nada que conheças. Existir é feito de peças impossíveis de copiar. E a poesia não entra nesse material único - a vida de uma pessoa - como o avião no ar ou o acidente do avião na terra dura. Um poema não é manso nem meigo, não é mau nem ilegal.Os homens não se medem pelos poemas que leram, mas talvez fosse melhor. O que é a fita métrica comparada com algo intenso? Há poemas que explicam trinta graus de uma vida e poemas que são um ofício de demolição completa: o edifício é trocado por outro, como se um edifício fosse uma camisa. Muda de vida ou, claro, muda de poema. "
Gonçalo M. Tavares, in 'A Perna Esquerda de Paris'
05/07/2008
...não estou...
13/06/2008
...amar não basta...
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO.
Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência...
Amor só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
Artur da Távola