Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar , não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama(ou acha que ama)e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você...
Mário Quintana
"... as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..." Quintana
20/12/2008
...Com o Tempo...
18/12/2008
...Serei capaz...
Feliz por estar ao teu lado outra vez. Ao lado dessa que já estava morta um bom par de anos antes de tu morreres. Fazes-me falta. Mas a vida não é mais do que uma sucessão de faltas que nos animam. A tua morte alivia-me do medo de morrer. Contigo fora de jogo, diminui o interesse da parada. E se tu morreste, também eu serei capaz de morrer, sem que as ondas nem o céu nem o silêncio se transtornem. Cair em ti, cada vez mais longe da mísera ficção de mim."
Inês Pedrosa em "Fazes-me falta"
...abraços...
Ultimamente, tenho me perguntado muitas coisas... pois sinto que a minha vida anda meio sem um rumo concreto...
Estou divagando no vazio me sinto acorrentado e enfrentando muitos monstros internos... e me pergunto até quanto aguentarei essa loucura na qual a minha vida se meteu ?... é meio complicado quando nós sentimos "sozinhos"... meio complicado explicar esse sozinho mas sinto um grande buraco que esta preste a me devorar... e enquanto isso me agora no pouco da sanidade que me resta para continuar a viver... é complicado... mas sei que vou conseguir vencer esse grande dilema... e como dizia Nietzsche... " Quem luta com os monstros devem tomar cuidado para não se tornar um monstro. Porque se você olhar a fundo dentro de um abismo, o abismo também vai olhar dentro de você..."....quando se entra nas sombras temos que tomar cuidado... para não esquecermos que ainda somos mortais... e que ainda sentimos dor...Aos condolentes meus abraços sombrios....
no blog
no fundo dos seus olhos
16/12/2008
...fazes-me falta...
O tempo escorre e tudo permanece
A erosão corrói ... mudamos
A mente entorpece, o corpo envelhece
Tudo petrifica e eterniza
Ignorando-nos
O medo e a dor escraviza
Toma conta e destrói
Moldando-nos
O Futuro encobre o que a memória esquece
O Presente ocupa-nos
E o Passado arrefece!
( Alberto Vagaroso )
em http://www.fazesmefalta.blogs.sapo.pt/
14/12/2008
...ser livre...
e ir sem medo,
11/12/2008
...só sei...
só sei o que é a dor
que não soube presentear-me...
...terror de te amar...
10/12/2008
...a tout le monde...
...carries on...
...in assenza di te...
http://www.youtube.com/watch?v=LMrpLxquFy8&feature=related
... do teu corpo ...
Do teu corpo e nada mais
Pois a lei por que me sigo
Não tem pecados mortais...
Talvez tu queiras saber
Porque em vida já estou morto
São apenas, podes crer,
As saudades do teu corpo...
E tu que sentes por mim
Desde essa noite perdida
Sentes esse frio em ti
Que eu sinto na minha vida ?
Eu sei que o teu corpo
Há-de sentir a falta do meu
Por isso eu tenho a saudade
Que o meu corpo tem do teu
Saudades Trago Comigo
Camané
Composição: António Calém
... Make Believe...
Watching weeds agrow
...é difícil...
Hoje acordei e senti-me sozinho
Um barco sem vela
Um corpo sem linho.
Amanheci e vesti-me de preto,
Um gesto cansado
O olhar no deserto.
Quando todos vão dormir é mais fácil desistir.
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar.
Eu não quero ser a luz que já não sou,
Não quero ser primeiro
Sou o tempo que acabou.
Eu não quero ser as lágrimas que vês,
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés.
Adormeci sem te ter a meu lado,
Um corpo sem alma
Guitarra sem fado.
Um sonho na noite e olhei-me ao espelho,
Umas mãos de criança
Num rosto de velho.
Quando todos vão dormir é mais fácil desistir,
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar."
Pedro Abrunhosa
09/12/2008
...Leva-me...
Sentes tu… como dói não te ter?!
Tudo desaba ao meu redor, de mansinho sem barulho…
e eu quieta, com mais medo que vontade de ficar…
Se eu der um ai, se eu der um passo...
Tudo se vai e, eu esqueço…
Deixa-me estar...
Não me posso mexer...
Não quero ainda acabar...
Não me forces a desistir...
A perder... a morrer …!!!
Não sei mais que dizer...
Não quero ainda o adeus...
Malu
Dezembro 2008
06/12/2008
...Pena...

Penosos são os tempos
Angustiante é a espera
Desassossegado o contentamento
dos corações separados quando se amam...Castigos são as horas
Desesperante é a passagem
Devastado o pensamento
das almas prometidas quando se enganam...Não há dor que pareça maior
a quem chora por amor,
e não pensa em nada mais...Não há mal que pareça pior
a quem morre de saudade,
e não vive por nada mais...
Alcobaça, 6 de Dezembro de 2008
Malu
04/12/2008
...verdade...
Tanta água que cai do céu…
E o meu corpo seco…a minha mente encolhida
Sinto a minha força desmesurada, esgotada
Meu sangue apertado, num alvéolo raquítico
Parece que não me ouves…
Tanto amor que tenho em mim...
E o meu coração chora … nem pulsa nem pára
Sinto a minha coragem colossal, enclausurada
Meu sorriso estancado, num rio desaparecido
Parece que não me amas...
Tanta alegria que dás e tiras...
E os meus dias passam… nem são nem deixam de ser
Sinto a minha esperança desmedida, desenganada
Meu olhar esquecido, num gelo desumano
Parece que não tem fim...
Tanta promessa que sai de nós...
E os meus soluços emperram… nem lágrimas mais têm
Sinto a minha paridade genuína, confundida
Meu ar asfixiante, num cinzento remanso
Parece que não há luz...
Tanta alforria que me prende aqui...
E o meu ser aparta-se … nem pula nem cresce
Sinto a minha estrada infindável, interrompida
Meu viver perdido, numa verdade adiada...
02/12/2008
...Não te digo...
De cada vez que me perguntas, se te amo
De cada vez que me interrogas, se penso em ti
De cada vez que me questionas, das saudades de nós
Não te digo que sim
Quando espero por ti, cada segundo da minha vida
Quando sofro por te não ter, nem um minuto a meu lado
Quando choro por me lembrar de todos, e estarmos sós
Não te digo que sim
Nos momentos em que queria dizer, que não
Nos dias em que te sinto, nem perto nem longe
Nos desencontros em que te tenho, e que te perco
Não te digo que sim
A cada beijo que mandas, e não recebo
A cada toque que sonhas, e não acordo
A cada promessa que soltas, e não acredito
Não te digo que sim
Porque os meus olhos, se quiseres, mostram o que vivo
Porque o meu coração, se o escutares, grita sempre assim
Porque a minha alma, se a conheceres, fala por mim
Não te digo que sim
Se hoje, só tu sabes, o que eu não aguento mais
Se esse amor, se abafa, e sufoca aos nossos ais
Se a dor, continua a acompanhar-me a cada Não…!
28/11/2008
..100...
Terá algum significado?!
Aqui tenho vindo nos últimos tempos deixar conversas comigo mesma, para que alguém possa escutar (todos um dia escutamos em algum acaso ou não, as conversas dos outros) aqui tenho mantido ou trocado segredos, pensamentos, leituras que me marcaram em certas passagens que sublinho para nunca esquecer… dos livros ou dos dias que escrevo conforme passo pela vida que me alberga de momento.
Serão lamentos, serão momentos, será o meu lado mágico a brincar com as palavras, as que me dão, e as que vos dou, enquanto ando por aqui, serão sonhos, ou tormentos.
Interpretem como acharem que seja, sem indiferença, sem julgamento leviano.
Tudo o que aqui venho deixar…faz parte de mim… Fragmentos de um diário inexistente, que partilho, sempre em busca do que me completa.
Elegi algumas “coelhices”, para esta mensagem nº 100
Porque também aqui sei que… não posso parar de sonhar… não vou deixar de escrever…obrigado a todos os que gostam de aqui estar.
Alcobaça, 28 de Novembro de 2008– Malu
O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo.
Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre...
O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede…dentro de nós mesmos…é aquele que é travado em nome de nossos sonhos…Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o Bom Combate…
…O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo…
As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida sempre tinham tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e se queixavam constantemente que o dia era curto demais. Na verdade, elas tinham medo de combater o Bom Combate.
O segundo sintoma da morte de nossos sonhos é nossas certezas.
Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e correctos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-a-dia e ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando, porque para estes não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas combater o Bom Combate.
Finalmente, o terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz.
A vida passa a ser uma tarde de Domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Ficamos surpresos quando alguém de nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas na verdade, no íntimo de nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta por nossos sonhos, a combater o Bom Combate…
…Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz …temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate – a decepção e a derrota – passa a ser o único legado de nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo…
...Já aprendeu a aceitar as aventuras e os desafios da vida, mas continua querendo negar o extraordinário… todos os dias: vemos sempre o melhor caminho a seguir, mas só andamos pelo caminho que estamos acostumados…
A única maneira de salvarmos nossos sonhos, é sendo generosos connosco mesmos. Qualquer tentativa de auto punição – por mais subtil que seja, deve ser tratada com rigor. Para saber quando estamos sendo cruéis connosco mesmos, temos que transformar em dor física qualquer tentativa de dor espiritual: como culpa, remorso, indecisão, covardia.
Transformando uma dor espiritual em dor física, saberemos o mal que ela pode nos causar.”
Petrus – O Diário de Um Mago
“…existe uma pergunta que todos nós devemos fazer, sempre que começamos qualquer coisa. A pergunta é a seguinte: “Para quê? Para que tenho que fazer isto?”
– Porque a gente sempre destrói aquilo que ama … A gente sempre destrói aquilo que mais ama em campo aberto, ou numa emboscada; alguns com a leveza do carinho outros com a dureza da palavra; os covardes destroem com um beijo, os valentes, destroem com a espada….
– Então é para isso … Para quebrar a maldição…
– Pelo amor. Pela vitória. E pela Glória de Deus – respondeu...”
Diálogo entre J e Paulo PRÓLOGO de AS VALKÍRIAS
“O caminho da Magia é o caminho das pessoas comuns.
Um homem pode ter um mestre, seguir uma Tradição esotérica, possuir disciplina necessária para realizar rituais; mas a Busca Espiritual é feita de constantes começos (daí a palavra “Iniciado”, aquele que está sempre iniciando algo), e a única coisa que conta – sempre – é a vontade de seguir adiante.”
Paulo Coelho sobre As Valkírias
em http//: www.paulocoelho.com
...que o mundo saiba...
Que alguém me leia, como um livro,
que me saibam ver, e estudar.
Decorem o meu rosto, cada linha, o meu corpo,
cada traço o meu ser ...devagar.
Que alguém me grite,
grite esta angústia de não poder dizer.
Que alguém fale, fale deste meu mar
E segrede baixinho, dos meus lábios aos teus
esta vontade imensa de te amar.
by midnight
27/11/2008
...sugiro...
E decifres a raiz das palavras galopantes que doem como razão.
Guarda sem vãs resistências todas as sensações, apegos, desvios,
Presencia os latejos descompassados,
Apura estritamente o que te agride,
Prega numa tábua todas as letras,
Conta todas as inúmeras gotas,
Dessas lágrimas ciclónicas, desse sangue
Que detém todos os surtos cativos do meu sopro.
Sugiro-te que vás ao meu esvaziado âmago
E beijes todas as penas que encontrares.
Marca todas as paragens em que te vejas,
Todas as passagens onde não estejas
Cura em mim as tuas mágoas, meus e teus tormentos,
Bane a vida libertina desses fantasmas
Ilumina se quiseres todos os anjos
Lacra todos os medos dessa criatura
Que erra em todas as horas do meu existir
Sugiro-te que vás ao meu epicentro
E desemaranhes onde mora a minha esperança
Estanca a minha terra de toda a agonia diluviana que me mata,
Que a hospedes em ti, e trates bem dela,
Que a faças forte, e ma devolvas...
Sugiro-te que vás, que eu não consigo,
Desaprendi todos os caminhos, perdi todas as cábulas...
Sugiro-te ainda que me leves contigo lá aonde…
Que eu, com ou sem ti, não sei mais ir.
Malu
Alcobaça
27 de Novembro de 2008
...medo...
26/11/2008
...refém...
Não me apetece pedir-me nada,
Não pretendo torturar-me hoje
Rebentaram as forças do meu sangue
Que já não alimenta alegremente o meu corpo
Não me inquieta a rebeldia de outrora
Que já não aquece nem faz pulsar meu coração
Meus olhos baços fechados, era-me o bastante
Não me já dói sequer cansá-los mais
Não sei mais procurar-te hoje
Esgotaram os lugares vagos onde te escondes
Onde não posso andar a teu lado
Não entendo como me manténs refém
Onde em cruel liberdade me aprisionas
Ter-te comigo ao acordar era-me o bastante
Não me digas que o não podes hoje
Não me digas que o não sabes quando
Dilaceras o meu ser, a minha alma
Que já te não têm, e têm sempre em mim
Não me é mais nem menos, essa dor
Que já te não vê, e te sente assim …
...querer animal...
...ferve...
22/11/2008
...grito...
Estou num enorme silêncio,
Tudo à minha volta é silêncio
Estou só,
As coisas que me rodeiam são silêncio,
Tudo está parado no devido lugar.
Silêncio, Silêncio, Silêncio…
Até que me farto e…
Grito: AMO-TE!!!
Estou farta deste silêncio,
Preciso de te dizer que te amo.
Tenho necessidade de o gritar
Grito o amor que sinto por ti,
Cada vez mais alto,
Na esperança de me ouvires.
Estejas onde estiveres
Com quem quer que seja.
Vais-me ouvir!?
E vais ficar em silêncio,
Ou apenas
dizes que também me amas?
By: Ana Rendeiro
18/11/2008
...Vivo, vivíssima...
Publicado em O Caderno de Saramago
14/11/2008
...doce...
... "dou-te um doce...
em troca de um beijo
salgado"... lá ra la la lai la
Manjar dos Deuses - venceu o 1º prémio da mostra dos doces conventuais,
este fim de semana em Alcobaça.
vê aqui...como foi...
http://www.tvfatima.com/portal/index.php?id=1479
Lá vamos nós, assim que der, manja-lo
à pastelaria Alcoa...no rossio...
Vens ?!
10/11/2008
...
Hoje doi tanto, que tive que vir aqui... E rendi-me à colocação de uma imagem que retiro da net, a tentar explicar-me, quando me faltam as palavras...
Dizem que uma...vale por mil... Entendes-me ? O meu coração, não aguenta mais!!!
06/11/2008
...silêncio da tua ausência ...
"Espero-te ...Todos os dias . Será a minha espera vã ?... Será sempre assim ?
Que mais posso pedir-te ? ... Poderei pedir ?... Deverei ? ...
Tu és aquele que eu devia ter tido medo de amar ...
Tu és aquele que amo sem medo .
Tu és aquele de quem eu devia ter fugido ...
Tu és aquele para quem mais quero ir .
Posso pedir-te inocentemente que acredites
no sonho , isso posso ...
Sinto-me só , meu amor .
A realidade levou-te já há alguns dias para longe de Nós .
Estou só ... Porque nestes dias tudo é mais pesado ,
tudo é mais verdade que Nós .
Estou triste ...
Que será de mim contigo ?
Que será de mim sem ti ?
Quantas questões ...
Sinto as minhas mãos demasiado vazias,
num vazio que não faz sentido .
Porque nos amamos tanto,
porque nos queremos não para
hoje ou amanhã, mas para sempre .
Só queria adormecer nos teus braços hoje .
Só queria acordar neles amanhã .
Ver-te sorrir nesse sorriso transparente que tens.
Queria encontrar-me nos teus olhos todas as manhãs ,
na certeza serena e doce de que me pertences, de que te pertenço .
É tão fácil amar-te mais todos os dias .
Tu és feito de doçura , generosidade , bondade , beleza.
Foi tão fácil sonhar-te . Deixar que sonhasses comigo ...
Mas é tão dificil não pensar, não questionar,
não me sentir só, perdida sem ti .
E sei que a tua voz busca a minha
todos os dias ,
mesmo na distância .
Dás-me o que podes, roubando à tua vida momentos para Nós .
Mas nada chega para apagar esta ausência ...
este silêncio da tua ausência ... "
Publicada por paula em http://www.silenciodatuaausencia.blogspot.com/
(De mim pra ti...sempre senti nosso, este pensamento meu amor)
05/11/2008
...A Àmon...
Nenhum deles conhece a sua verdadeira natureza que não é revelada em nenhum escrito. Ninguém o pode descrever, é demasiado vasto para ser apreendido, demasiado misterioso para ser conhecido.
Quem pronunciasse o seu nome secreto seria fulminado...
Hino a Ámon , Mitologia Egípcia
04/11/2008
... não direi adeus ...
Não tenho vindo aqui...
Sempre que temos medo ou certezas intimas de que vamos perder algo ou alguém, é quando lhe damos mais atenção, mais valor, mais tempo, do nosso tão precioso e disperso tempo, por coisas e pensamentos e divagações tão mais fúteis ou menos importantes do que a do momento em que chegamos a essa conclusão, de que estamos a perder alguém que amamos...
É esse sentimento que me veste, nestes ultimos tempos, de perda, de dura perda, e de revolta.
É voltando a ler a carta que escrevi ontem, e voltando a chorar com ela, que me recuso a clicar no "enviar"...
Não... não direi adeus a essa casa, porque também é minha... já fui embora de muitos corações, de muitos lugares de muitos projectos deixados a meio, por me fazerem mal durante o caminho antes do fim, e me acobardar, e desistir de lutar, pra lá chegar.
Não direi adeus..
Não hoje, não agora...
Não mereço tanta despedida ao mesmo tempo...
Engulo a ferida que abriu, e mais uma vez tento sarar, com o remédio santo que é, olhar prá frente... e levantar a crista e continuar a marchar... pisando toda a porcaria que está a nossos pés, e onde se estavamos a deixar afundar...
Como será viver sem a rádio? Sem a minha rádio? pensei eu esta noite...
E entre olhar pra trás, e ver tudo o que já passei ali, naquele mesmo lugar, com aquelas mesmas pessoas de há quase 20 anos a esta parte, coisas más e coisas boas, e ultimamente mais más que boas, que me fizeram mais uma vez pensar em abandonar... e, em vez disso, olhar pra frente e me imaginar, sem esse bichinho dentro de mim a vibrar, o de comunicar, esquecendo tudo o resto, e vivendo a rádio, só pra mim, e me lixar pró que acontece atrás dos microfones, em off... preferi o segundo cenário...decidi...
Que se lixem, todos os que me querem ver pelas costas, também aqui...
Posso chorar, posso barafustar, posso vacilar... quase posso quebrar...
Guardo em rascunho, para me lembrar e me engordar, já que tudo o que não nos mata torna-nos mais fortes.
15/10/2008
...Tasquinhas...
A tradição afinal, nem nos mais “tradicionais” eventos da cidade, já não é mesmo o que era…!!!
“Casa de pasto ordinária.” É o significado definido no dicionário de língua portuguesa para a
palavra “Tasca”, não ordinária no sentido de “rasca”, interpreto eu, mas no sentido de comum, ou corriqueira.
Isto, nos tempos em que as tradições ainda eram o que eram…Quem nunca foi ouvir o fado e comer um bom caldo verde e uma bela duma chouriça assada a uma boa Tasca, sem sair de lá, menos de bem, ou mais mal alimentado, tanto culturalmente como gastronomicamente falando…?!
As Tasquinhas dos passados seriam um conjunto de barraquinhas de pasto ordinárias, que funcionavam por altura dos santos nos locais disponibilizados por freguesias e autarquias, no nosso caso no Merco, antros em que se saciavam as delícias dos visitantes desse mesmo espaço, onde pelo meio das compras dos frutos secos e outros para o dia do Pão por Deus e outros, e perante a animação cultural típica, se apreciava a arte de bem cozinhar em Portugal, e mais propriamente em Alcobaça, e em cada uma das freguesias com petiscos e doces em alguns casos genuínos e incomparáveis, e que deveriam considerar-se património imperecível.
Tasquinhas que estavam ali, a fim de proporcionar o maior prazer a quem come, o que de melhor e tradicional temos na nossa terra, trazendo à feira os pratos típicos e petiscos e valorizando a arte de comer bem e de apreciar os bons acepipes, acompanhados da prova da água pé nova, e de um bom punhado de amigos, e ladeados de animação cultural à medida da boa “tasca”…com direito a folclore e tudo, e onde se entrava de borla, para degustar e confraternizar, e se saia satisfeito com vontade de voltar.
Mais tarde, as nossas tasquinhas, passaram a ser de entrada simbolicamente paga, para evitar a concentração de grupos não resistentes ao abuso e não só prova da água-pé, e imunes aos horários e ás regras do bem saber estar entre os demais. Nessa altura, e logo ai, a maioria dos afluentes ás ditas tasquinhas protestavam, e sentiam-se cobrados de um direito anteriormente adquirido. Mas entenda-se que a inovação da entrada, veio para impor um certo calibre, e um certo bom-tom, que era exigível.
Este ano, a novidade cai que nem um balde de água fria no meio do povo, aquele que consome as tasquinhas e as vive na sua verdadeira essência, que é agora abandonada.
A feira de S. Simão, deixou de lado este ano as tradicionais tasquinhas, excluindo da festa as colectividades do concelho, que não acredito que não estivessem ou não se mostrassem interessadas. Com o decorrer dos anos, foram impostas a essas mesmas colectividades que traziam à feira o bom do petisco que não faz mal a ninguém ou aquele docinho de cunho pessoal das nossas e nossos excelentes cozinheiras (os) por ai distribuídas (os) por esses lugares de excelência suprema dos sabores, que agora são desvalorizados, em vez de enobrecidos… e esses tesouros perdem-se, assim como o perfume das tasquinhas de outrora.Anunciam-se “Pratos requintados, comida gourmet e produtos da terra”... Como “a proposta que a Autarquia apresenta para o novo conceito da Feira de São Simão”... E …”considerando os novos padrões de consumo, o Município assume o desafio de apostar num novo formato, e traz à Feira sugestões alimentares para um estilo de vida saudável e ecologicamente consciente.
Tudo bem! Que se considerem os novos padrões, mas que não se descurem os anteriormente existentes, tradicionais e bastante válidos. Onde vai estar o petisco, a iguaria, o pecado que é permissível em altura de festa?
Onde é que, pára a coerência, e o bom senso?
Onde é que daqui a mais uns dias, levar o povo a encher-se de doces e mais doces, se bem que conventuais e merecedores do nosso destaque, é promover uma alimentação ou um estilo de vida saudável?
O restaurante “vegetariano” pode entrar nas tasquinhas e na feira que era do povo, mas as colectividades saíram e as tasquinhas também?!
Onde é que isto é bom, para o nosso património gastronómico?!
Tudo bem que se sigam as tendências do novo conceito de nutrição humana, tudo bem que se promovam outros negócios agora na “moda” e bem-vindos como os produtos gourmet, os protegidos os biológicos, mas não se diga que se acaba com as tasquinhas, para promover os “Produtos Tradicionais e de qualidade”; esses e a sua confecção com mãos e tachos e frigideiras “da casa”, estão a ser postos de lado.
“Assegurar a visibilidade dos fabricantes e de produtos”, “promover recursos de forma a gerar crescimento económico e impulsionar o desenvolvimento local” tudo isso era possível, mantendo as tasquinhas…. Mas optaram por apagá-las do prospecto e excluir as colectividades do nosso mapa de boas paragens por Alcobaça durante o ano.
Este é um novo desafio que em tudo o que inova é de aplaudir, na minha opinião, e sei que não esquece os já habituais frutos secos, a animação que vai estar a cargo de várias actividades embora não conte com a presença de nenhum rancho ou grupo folclórico ou banda do concelho, como também já aferi no programa. Mantém até o artesanato e ainda a presença de restaurantes durante o certame.
Mas, na nova feira de S. Simão, não havia necessidade, de remover as tasquinhas! Isso não…!!! Mesmo tendo muitos pontos a somar, e desejo as maiores felicidades ao certame, este ponto marca pela negativa, esta nova roupagem!
Sei que vou visitar a feira de S. Simão este ano, e mesmo antes de entrar vou sentir falta dessa excelência de tasquinhas que as colectividades nos proporcionavam, uma vez que já se anuncia que, não estarão lá…
Mas é esta ausência, a prova maior de que estavam presentes, e que ali, era o lugar delas.
Não julgo severamente, porque em algum passo à frente sei que serei eu julgada com a mesma severidade, apenas acho que se é verdade que não de pode agradar a gregos e troianos, e apesar de concordar que temos que a pouco e pouco mudar, tentar educar e inovar, não devemos nunca esquecer ou ter vergonha das nossas origens…
E, o povo de Alcobaça é um povo de “bom garfo”.
Que o comprovassem até hoje, as tasquinhas...
03/10/2008
... enterra-me ...
Não é que eu tenha um mau perder, mas, é que...era bom demais para terminar. Toda a vida não chegava, pra te amar assim como eu te amo, e como não chega, nunca chegará... Um dia, já tinha avisado...eu cairia sim... quando me faltassem as tuas asas. Não era ainda esperado esse dia, mas de tanto esperar por outro dia, noutros dias em que me negaste o que num dia poderia bastar pra durar mais outro dia, e outro dia, um dia desses chegar ao fim... de tanto querer e não ter (não esse dia, mas o pouco a pouco em cada dia que me levaria a esse fim, enquanto esperava por esse dia) chegou entretanto sem avisar, o dia em que caí...
Esse dia foi hoje...é já de noite, e não tem luar...
E olha que esta não foi mais uma historia ... Não aconteceu... Não tem o dia a seguir, pra se contar Não foi uma página, não foi um romance inacabado... Nem sei se foi... ou se chegou a ser... Morri eu, sabendo que nem é meu nem morreu aquele amor que não deixaste viver...!!!
Agora, Dai-me tempo Amor para chorar... para esquecer, e quem sabe um dia...ressuscitar !
3 de Outubro de 2008
o dia em que não mais te digo adeus
02/10/2008
22/09/2008
...indisposição...
não saber exactamente onde estou...
desde que inventaram os mapas urbanos
onde se assinala um centro num pequenino círculo
onde se identifica o lugar e o "você está aqui"
que me sinto desorientada
completamente perdida nesta selva
Onde fica a tua rua meu amor?!
Indicas-me o caminho?
Fico fraca de esperar que o vento me leve ou que os trilhos se notem
para que possa perseguir um qualquer rasto
não há guias generosos e não passam transportes públicos
não há sequer luz, neste beco onde me deixaste
Vou estancar aqui
não consigo mais chorar
meu corpo já não me obedece
minha alma não me pertence
meu coração não me escuta
só bate...apaga-se...e bate...
e já nada mais me importa
Não sei
exactamente onde estou
e isso,
gera-me uma certa indisposição...!!!
Setembro 2008
Alcobaça
Malu
21/09/2008
...pesadelo...
que me ensurdece e leva o sono
quando uma hora qualquer me calar
esse grito que emana inconformidade
numa marcha feroz
que jamais me deixa acordar
Poderei até beijar-te de manhã
esquecida de tanta volta
nesses lençois que já nem sei se rasguei ou remendei
de tanto brigar comigo
no terror dessa velocidade
com que fugia de mim essa minha voz
Gritei tão mudamente e demorada
que poderei não ter ouvido...não vi nada
Ceguei o pavor de medo...
Sei que desatarei todos esses nós que me amarram
Só não sei quando o poderei finalmente...
Só serei livre dessa dor quando abrir os olhos
e tu esiveres aqui !
O amor é um pesadelo?! Não... não o deixes ser:
Não quero mais dormir,
não quero mais despertar
sem ti ...!
17 Set 2008
Malu
12/09/2008
...Nunca acredites...
Nestes meus esporos que só passam por ti
Nunca te levem ou te tragam
Minha alma é despojada
De sentimentos de qualquer espécie
Despeito tudo o que não consentes
Sei de tudo o que, ou não atinges
E não me presto a amortecer
Nada do que sou
Nada do que te fere…
Não são de mais ninguém,
Quase nem são minhas
As lesões de que padeço!
Nunca acredites
Que choro por ti…
Nem sequer por mim
Eu deito tréguas ao teu encanto
Ou alquebro o meu espírito, mutuante, ausente…
Nesta vida… nesta lida…
É por mim, que espero!!!
Marta Luis
12-Setembro-2008
Alcobaça
25/08/2008
... muda de vida ...
"Um poema não é uma coisa que se coloca sobre o teu dia como um condimento sobre o teu almoço. A vida de uma pessoa não tem material semelhante a nada que conheças. Existir é feito de peças impossíveis de copiar. E a poesia não entra nesse material único - a vida de uma pessoa - como o avião no ar ou o acidente do avião na terra dura. Um poema não é manso nem meigo, não é mau nem ilegal.Os homens não se medem pelos poemas que leram, mas talvez fosse melhor. O que é a fita métrica comparada com algo intenso? Há poemas que explicam trinta graus de uma vida e poemas que são um ofício de demolição completa: o edifício é trocado por outro, como se um edifício fosse uma camisa. Muda de vida ou, claro, muda de poema. "
Gonçalo M. Tavares, in 'A Perna Esquerda de Paris'
05/07/2008
...não estou...
13/06/2008
...amar não basta...
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia
SER ETERNA
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO.
Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência...
Amor só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
Artur da Távola
28/05/2008
...Já não me importo...
Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.
Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei
Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,
Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,
Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.
E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.
Fernando Pessoa
26/05/2008
...recordo...sem pena...
Pablo Neruda, in 'Nasci para Nascer'
promessas...só promessas ... esse "só" já te não basta...?!
pena que já nada tenhas pra me dizer... mesmo que não seja novo...!!!
23/05/2008
...as pessoas...
Os melhores dos melhores, ou aqueles que mais nos marcaram...
os filmes da nossa vida
as canções da nossa vida
os bichos da nossa vida
e as pessoas
as pessoas da nossa vida
e há ainda os autores, os pensadores da nossa vida
e Shakespear é mesmo um deles, e traduz no que diz tudo o que eu teria dito se o próprio me perguntasse, pelas pessoas...ou pelo tamanho delas...e nas pessoas, o tamanho realmente importa muito:
O Tamanho das Pessoas...
"Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri .É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, o respeito, o zelo e até mesmo o amorUma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto contigo. E pequena quando se desvia do assunto.Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos da moda.Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações.Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma.O egoísmo unifica os insignificantes.Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho..."
Willian Shakespeare
17/05/2008
...maré...
Um aconchego... Uma paragem
Era um tripé
Era uma rede... Um pedaço de vida
Era uma fé... Nesta maré
Nada mais é...
Volto à viagem... Sigo na estrada
Essa espuma branca... È quem me leva
Sou grão solto...
Uma espécie de areia... Bato na rocha
E volto atrás...
Em reboliço... Sem porto ou farol
Essa força impermeável
É quem me arrasta
É quem me enche
É quem me vaza...
Não sei mais boiar... Nem sei nadar
Estou afundável... Vou naufragar
Afundo de tudo...
Flutuo à deriva...
Dispo o desespero...
E só quando te vejo ... Carrego forças
Corres pra mim
Tenho-te comigo...
Despejo o meu corpo... Oiço que me chamas
Devolves-me a coragem
Volto a morder o isco...
Atraco nessa praia
E... Quando me pedes colo
Recomeço, a lutar...
Ao Rafa,
15 Maio 2008,
a mamã Malu
09/05/2008
... um dia ...
Um dia chorei contigo, depois de nos revelarmos e amámo-nos
Um dia foste quase nada, um olá mais no meu bom dia
Um dia foste quase tudo, um quero mais, como à vida
Um dia quis que fosses meu, e aprendi tal como diz a canção
que ninguém é de ninguém
Um dia quis que me levasses, depois de saber que não posso ir
Um dia pedi que ficasses, depois de ver que tinhas que partir
Um dia vou perguntar aos céus, porquê te amo tanto…
E quando a resposta chegar, não estarás cá para ouvir…
Um dia a mais, um dia a menos, não vão importar mais…
Não vão fazer-me querer-te de outra forma
Vou esperando, vou amando como sei que toda a minha vida te esperei…
Quando chegar o fim do nosso longo caminho estarei feliz, mesmo que não o seja
Nesse dia, não vou sentir-me sozinha,
mesmo que ninguém, nem tu estejas a meu lado
Sei que, um dia, esse teu caminho, será o mesmo que o meu,
e isso basta-me …
Um dia lá atrás, aqui, ainda longe
Quem sabe um dia que já vivemos juntos
Quem sabe um dia que ainda possamos partilhar
Um dia encontrei-te, e rendi-me ali
Aceitei todo o resto dessa indomável força bruta da minha existência
Sem mais defesas, baixei as armas, sem querer fazer mais perguntas
Um dia, o teu olhar, a tua brandura, deixaram-me sem palavras
Depois de pensar que em mim tudo era parte desconcertada sem nexo neste universo
Senti-me o centro da gravidade com a tua mão na minha,
Percebi, porquê valera a pena esperar mais um dia
Um dia, sei que vais servir-me de terapia, por isso quero guardar-te
Quero curar-te, porque sei que também estás doente de mim
Quero poder devolver-te o que me deste, um dia…
Um dia contigo e eu equilibro-me perfeitamente, no fio que me leva bamboleando
por todos os outros dias, sem ti…
Um dia, eu cairei… mas não hoje…
Hoje é apenas um dia
e... tu sabes que estás aqui… !
Malu
Alcobaça, 28 de Dezembro de 2007
